Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Educação

Estudante de Manaus começa graduação em biologia computacional em Columbia

Ada Jamile Gomes de Oliveira criou um algoritmo para pesquisa de compostos e foi a primeira amazonense premiada na Isef.

Estudante de Manaus começa graduação em biologia computacional em Columbia
Foto: Arquivo pessoal

A estudante Ada Jamile Gomes de Oliveira, de Manaus, iniciou a graduação em biologia computacional na Universidade Columbia, em Nova York. Aos 18 anos, ela chega à universidade americana depois de criar um algoritmo para pesquisa de compostos relacionados a proteínas e se tornar a primeira amazonense premiada na Feira Internacional de Ciências e Engenharia (Isef).

Ada desenvolveu o algoritmo aos 15 anos, durante um projeto sobre câncer de mama. A pesquisa começou depois que sua tia, Francisca, recebeu o diagnóstico da doença. Com amigas, a estudante criou o Minerva, que incluiu uma ferramenta de busca entre proteínas e compostos. O trabalho foi registrado no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi).

Da curiosidade à pesquisa

O interesse pela ciência apareceu cedo, com incentivo da mãe, Khetlem. Aos 14 anos, Ada participou da primeira feira de ciências e passou a ver a pesquisa como uma forma de transformar perguntas em projetos.

No ensino médio do Colégio Militar de Manaus, a aproximação entre biologia e computação ocorreu com a orientação do professor Roberto Barbosa. Ele sugeriu que a estudante aprendesse Python, linguagem de programação que passou a usar em seus projetos.

O professor fazia parte de uma equipe ligada à Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), e o algoritmo de Ada se tornou referência para outra ferramenta desenvolvida pelos pesquisadores. “Essa experiência mudou bastante minha forma de enxergar a ciência e a tecnologia”, afirmou a estudante.

Depois da pesquisa sobre câncer, Ada desenvolveu um projeto relacionado ao Alzheimer. Ela investigou ondas binaurais como alternativa terapêutica não invasiva a partir de 12 Hz, frequência observada durante o sono profundo. Segundo a estudante, o experimento não comprovou o mesmo efeito esperado, mas indicou que os genes responderam especificamente ao ruído, com redução da expressão gênica.

O reconhecimento na Isef também fez Ada buscar mais visibilidade para pesquisas produzidas na região Norte. A estudante afirma que a Amazônia e Manaus influenciam sua forma de analisar problemas, inclusive ao considerar as características da logística regional na criação de soluções tecnológicas.

Apoio para estudar no exterior

A preparação para a graduação contou com o apoio da Fundação Estudar, conhecida por Ada no oitavo ano por meio de uma estudante de sua escola que participava do Prep Program.

A Fundação Estudar recebe inscrições para a turma de 2027 até quinta-feira (1º). O programa é gratuito para estudantes brasileiros do penúltimo e último ano do ensino médio que pretendem cursar a graduação em universidades do exterior. A iniciativa exige domínio do inglês, alto desempenho acadêmico e atividades extracurriculares, além de ser destinada a jovens que ainda não ingressaram em uma universidade. Há bolsas para a candidatura quando existe necessidade financeira.

Na nova etapa, Ada também pretende equilibrar a vida acadêmica com outros aspectos pessoais. Depois de períodos de cansaço extremo, ela passou a reservar mais espaço para atividades fora da pesquisa. “A parte mais difícil foi entender que eu não sou só quem eu sou no meio acadêmico”, disse.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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