O código de boas práticas para inteligência artificial apoiado pelo governo de Donald Trump tem caráter voluntário e reúne compromissos em quatro áreas: segurança dos sistemas, pesquisa e desenvolvimento, infraestrutura e energia, e uso responsável da tecnologia. As principais empresas de IA dos Estados Unidos assinaram o documento na terça-feira (29).
A adesão ocorreu durante uma reunião entre Trump e executivos do setor na Casa Branca. Participaram representantes de OpenAI, Anthropic, Google, Microsoft, Meta, Amazon e xAI.
Na área de segurança, as companhias devem desenvolver e adotar práticas para ampliar a proteção de seus modelos. Também assumem o compromisso de compartilhar informações sobre riscos e incidentes relacionados ao funcionamento desses sistemas. A proposta considera a preocupação com ferramentas capazes de executar tarefas de maneira mais autônoma e com possíveis consequências não previstas.
Pesquisa e estrutura
O acordo prevê a continuidade dos investimentos em pesquisa, modelos e outras tecnologias de IA. O objetivo é preservar a liderança dos Estados Unidos no setor. A expansão da indústria é defendida pelo governo Trump como parte de uma estratégia para manter a competitividade tecnológica estadunidense.
O documento também aborda a estrutura necessária para sustentar o crescimento da inteligência artificial. Modelos mais avançados exigem grande capacidade computacional e energia, e as empresas assumem compromissos ligados à ampliação dessa infraestrutura. A iniciativa está relacionada aos esforços do governo estadunidense para acelerar a construção das estruturas necessárias ao desenvolvimento da área.
No eixo de uso responsável, o código trata da maneira como os sistemas serão desenvolvidos e utilizados, incluindo medidas para lidar com possíveis riscos associados à IA.
Como a adesão não decorre de uma lei aprovada pelo Congresso estadunidense, as empresas não estão submetidas às mesmas obrigações de uma legislação federal. A iniciativa busca estimular o desenvolvimento da tecnologia e estabelecer parâmetros para o setor sem criar, neste momento, um conjunto amplo de novas regras obrigatórias.







