A formação em inteligência artificial pode seguir caminhos diferentes conforme a função que o profissional pretende exercer. Para quem quer usar a tecnologia em tarefas da rotina, cursos livres de curta duração podem oferecer o conhecimento necessário. Já a criação, a gestão e a implementação de sistemas exigem uma preparação mais longa e específica.
Profissionais de Direito, Marketing, Finanças e Recursos Humanos estão entre os que podem buscar o chamado letramento digital. Nesse caso, não é necessário aprender a programar ou estudar a arquitetura dos sistemas. O foco é identificar problemas práticos e usar ferramentas de IA para melhorar atividades de trabalho, estudo e pesquisa.
Esses cursos costumam ter entre oito e 40 horas de aula. As atividades podem abordar o uso de ChatGPT, Claude, Gemini e Copilot, além de noções de engenharia de prompt. Também fazem parte desse aprendizado os critérios para verificar respostas e reduzir o risco de vazamento de dados.
Quando a formação longa é indicada
A graduação e a pós-graduação técnica são voltadas principalmente a desenvolvedores, engenheiros de software e cientistas de dados. Os programas tratam de fundamentos como matemática, arquitetura de redes neurais e desenvolvimento de modelos capazes de criar, treinar e otimizar tecnologias.
Outra possibilidade são os MBAs e as especializações aplicadas. Essas formações atendem gestores, advogados e profissionais de marketing e finanças que precisam conduzir a adoção da IA em organizações. Entre os temas estão a análise do retorno sobre o investimento, o cumprimento de regras de governança e a seleção de fornecedores.
Além do conteúdo, um curso de longa duração pode influenciar a forma como o profissional é percebido em processos seletivos. Eduardo Endo, gerente geral de pós-graduações da Faculdade Impacta Digital, afirma que a pós-graduação pode demonstrar conhecimento, dedicação e disposição para evoluir profissionalmente.
“Quando falamos em chamar a atenção dos recrutadores, uma pós-graduação tende a ter um peso muito maior”, afirma Endo.
Para quem não trabalha em uma área técnica, a recomendação apresentada por Endo é compreender as possibilidades da IA e relacioná-las aos problemas reais da profissão. A tecnologia pode ser usada como complemento do trabalho atual, sem que o profissional precise se tornar especialista em seu funcionamento.







