Estados Unidos e China começaram a negociar a criação de um sistema para avisar um ao outro sobre incidentes de inteligência artificial. A proposta prevê notificações sobre falhas técnicas graves e crises de segurança nacional que possam provocar conflitos entre os países.
A iniciativa está inserida em um diálogo bilateral sobre inteligência artificial e ocorre em meio a alertas sobre os riscos de modelos avançados. A ideia é estabelecer uma comunicação direta entre Washington e Pequim para informar episódios críticos em tempo real e reduzir a possibilidade de mal-entendidos diplomáticos.
O assunto deve ser discutido nesta semana pelos presidentes Donald Trump e Xi Jinping. Em entrevista coletiva, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, defendeu mais transparência entre os países. “sair do opaco para mais transparência entre a potência número um e a número dois em IA no mundo é muito importante”, afirmou.
Divergências sobre segurança e regras
Alertas recentes questionaram os mecanismos de proteção dos sistemas atuais. Funcionários da Anthropic relataram riscos extremos em ferramentas de ponta, enquanto executivos da OpenAI e da própria Anthropic apoiaram uma desaceleração no desenvolvimento para a criação de normas de segurança.
Donald Trump se opõe à pausa nas pesquisas, sob o argumento de que os Estados Unidos não podem perder vantagem na disputa tecnológica. “Quem vencer a IA, vence!”, disse.
Especialistas do mercado defendem a aplicação de leis de responsabilidade e cibersegurança que já estão em vigor. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, criticou a criação de novas normas consideradas alarmistas e afirmou: “Aplique isso primeiro. Não deixe essa narrativa apocalíptica permitir que alguém se livre das leis que já existem.”
Fundadores de plataformas de código aberto, como Thomas Wolf, da Hugging Face, avaliam que a busca por supremacia tecnológica prejudica a cooperação internacional. Paralelamente, os Estados Unidos mantêm barreiras para restringir o acesso chinês a chips avançados. O canal de alerta ainda enfrenta o desafio de permanecer aberto enquanto continuam as disputas comercial e tecnológica entre os países.







