O iPhone Duo poderá se tornar o dobrável dominante do mercado no início de 2027, na avaliação do jornalista Mark Gurman. A previsão considera uma demanda capaz de provocar falta de estoque e revenda por preços inflados, superando até problemas de abastecimento enfrentados pela Apple neste ano no Mac por causa do boom de IA.
Uma mudança mais lenta que a dos smartphones
Gurman compara a possível transformação dos dobráveis à trajetória dos smartphones. Antes do lançamento do iPhone, em 2007, esses aparelhos representavam cerca de 6% dos dispositivos móveis vendidos no mundo. Seis anos depois, já eram maioria. Hoje, correspondem a cerca de 85% do mercado global, embora a Apple detenha por volta de um quinto dessa fatia.
Os dobráveis ainda representam apenas 2% dos smartphones vendidos globalmente. Para o jornalista, eles poderão chegar à maioria das vendas de aparelhos novos dentro de uma década, impulsionados pelo Duo e por concorrentes que adotem escolhas de design semelhantes.
A transição, porém, deverá ser mais lenta. O Duo parte de US$2.000, valor superior ao de dois iPhones tradicionais somados e ainda mais alto em alguns mercados fora dos Estados Unidos. Gurman avalia que a queda no custo dos componentes e a expansão internacional do programa de leasing Apple Upgrade, hoje restrito aos EUA, podem reduzir essa barreira. Nesse cenário, a mensalidade poderia ocupar o centro da divulgação do aparelho, em vez do preço integral.
Recursos e próximos modelos
Na visão de Gurman, a Apple acertou o posicionamento do Duo desde o lançamento ao priorizar vídeo, jogos e fotografia. O aparelho também teria funções ligadas à tela dobrável, como uma versão renovada do modo Em Espera (StandBy), novas possibilidades para a câmera, FaceTime com a segunda tela servindo de visor e um modo despertador para o uso do aparelho dobrado.
O jornalista também projeta uma linha com mais de uma versão. Entre as possibilidades especulativas estão um iPhone Duo Max, com tela maior, e modelos Duo SE ou Duo mini, com especificações mais simples ou formato clamshell. Para Gurman, o nome Duo, com três letras, deixa espaço para a adoção de sufixos, diferentemente de Ultra, que teria sido considerado internamente antes do lançamento.
Questionado sobre Face ID e câmera teleobjetiva, Gurman disse apostar nos dois recursos como prioridades para as próximas gerações, mas não antes da terceira geração. O motivo seria a profundidade exigida pelos componentes, incompatível hoje com o design fino do aparelho.
Ele também considera que a inteligência artificial poderá ajudar a compensar sensores de profundidade e câmeras menos sofisticados por meio de processamento computacional. Essa solução, segundo o jornalista, deve aparecer primeiro na tecnologia de reconhecimento facial do próximo hub residencial inteligente da Apple.







