Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

Meta manterá avanço próprio em IA, diz Zuckerberg, com foco em segurança

Executivo rejeitou uma pausa conjunta no setor e citou o adiamento do lançamento do agente Muse para reduzir riscos.

Meta manterá avanço próprio em IA, diz Zuckerberg, com foco em segurança
Foto: jackpress/Shutterstock

A Meta adiou por vários meses o lançamento do Muse, agente de inteligência artificial capaz de usar softwares de forma autônoma, para verificar sua segurança. O exemplo foi apresentado por Mark Zuckerberg ao defender que cada empresa defina o próprio ritmo de desenvolvimento da tecnologia.

Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (15), o CEO da Meta afirmou que os laboratórios de IA devem priorizar a proteção dos usuários, em vez de concentrar esforços no aprimoramento contínuo dos próprios sistemas. Para ele, não é necessária uma pausa coordenada em toda a indústria.

“Cada laboratório tem a responsabilidade e o incentivo para avançar no ritmo necessário para treinar seus modelos com segurança. A Meta assumiu esse compromisso e outros laboratórios também podem fazer isso”, escreveu Zuckerberg.

A declaração ocorreu poucos dias depois de Dario Amodei, CEO da Anthropic, defender uma desaceleração global no desenvolvimento da IA. A posição foi relacionada à rápida evolução das capacidades da tecnologia. Zuckerberg não mencionou diretamente Amodei nem a Anthropic.

Divergências entre empresas

O debate ganhou força após a saída de um pesquisador da Anthropic. Antes de deixar a empresa, ele afirmou que companhias do setor estavam “apostando nossas vidas” no avanço da IA. Depois disso, Amodei defendeu a redução do ritmo e recebeu apoio de Sam Altman, CEO da OpenAI; de Elon Musk, cuja empresa espacial SpaceX amplia os investimentos em IA; e de Demis Hassabis, presidente do Google DeepMind.

David Sacks, investidor de capital de risco e conselheiro do presidente Donald Trump, questionou as motivações de Amodei. Outros líderes também sugeriram que o executivo estaria exagerando os riscos para dificultar a concorrência da Anthropic e de outros grandes laboratórios.

Zuckerberg reconheceu que a IA envolve riscos, mas disse que as próprias empresas têm incentivos para proteger os usuários. “Nós não pedimos que todos os outros fizessem isso antes de nós. Simplesmente fizemos isso como parte do nosso trabalho diário porque era claramente a coisa certa para as pessoas e para nós”, afirmou.

O executivo também criticou laboratórios que buscam o chamado autoaperfeiçoamento recursivo, processo em que sistemas de IA são usados para desenvolver ou aprimorar a própria tecnologia. Na avaliação dele, o foco deveria estar nas necessidades das pessoas.

A Meta tenta recuperar espaço na disputa de IA após ficar atrás da Anthropic e da OpenAI no ano passado. A empresa planeja lançar nas próximas semanas seu modelo mais poderoso até o momento, desenvolvido internamente sob o codinome Watermelon.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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