MEDFORD — Uma mulher residente no Oregon, nos Estados Unidos, processou a Apple após afirmar que foi monitorada por um AirTag colocado em seu veículo sem consentimento. Ela também acusa a empresa de não ter alertado sobre a presença do rastreador.
O processo foi protocolado no Tribunal Distrital de Oregon, em Medford. Identificada como Jane Doe, pseudônimo adotado por motivos de segurança, a vítima afirma que não recebeu nenhuma notificação no iPhone que usava, embora o aparelho possa detectar rastreadores da Apple. Smartphones Android também têm esse recurso.
De acordo com os autos, o dispositivo foi instalado no carro por um ex-parceiro, que passou a acompanhar os deslocamentos da mulher e a encontrá-la em diferentes ocasiões. O processo afirma ainda que o homem danificou o patrimônio da vítima e fez ameaças verbais e por escrito.
Depois dos episódios, ele foi preso sob acusação de stalking com um dispositivo de GPS, sigla em inglês para sistema de posicionamento global. Também foi alvo de uma ordem de restrição.
Pedido de indenização
A defesa de Jane Doe sustenta que comunicações internas da Apple já previam o uso do AirTag por stalkers. O processo reconhece que a empresa criou recursos de segurança, como os alertas enviados pelo iPhone, mas afirma que eles não funcionaram no caso da vítima.
A mulher pede US$75.000 em indenização.
O processo não é o primeiro a envolver o uso de AirTags para monitorar mulheres sem consentimento. Há também um caso aberto por duas mulheres de Detroit, em Michigan, e um relato sobre o uso de rastreadores em episódios de stalking na cidade de São Paulo.







