Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Ação em São Paulo critica ligação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro

Movimento espalhou placas diante do antigo endereço do Banco Master e questionou o financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro.

‘Flávio é Vorcaro’: Levante Popular da Juventude denuncia ‘aliança criminosa’ entre ex-banqueiro e clã Bolsonaro em prédio símbolo do Master

O Levante Popular da Juventude realizou uma ação nesta quarta-feira (16) diante do antigo endereço do Banco Master, na região da Faria Lima, em São Paulo, para criticar a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Placas com os rostos dos dois foram colocadas no local com a frase “Flávio é Vorcaro”.

O edifício, chamado Auri Plaza Faria Lima, abrigou a sede do banco e ficou conhecido como “prédio do Master”. Depois da liquidação da instituição, envolvida na maior fraude financeira do país, o local passou a ser alvo de protestos. O logotipo do Master foi retirado, a fachada recebeu tapumes e, atualmente, exibe a marca Auri.

O movimento afirmou que a mudança não elimina as relações políticas apontadas pelas investigações. Em nota, o Levante disse que a troca do letreiro foi uma tentativa de apagar o vínculo do prédio com o caso e declarou que a juventude e a classe trabalhadora não esqueceriam o episódio.

Investigação sobre o financiamento

Flávio Bolsonaro negociou com Vorcaro o financiamento de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. O acordo previa US$ 24 milhões, equivalentes a cerca de R$ 134 milhões na cotação da época. Desse total, ao menos US$ 12,3 milhões, cerca de R$ 61 milhões, foram repassados pelo ex-banqueiro.

Áudios divulgados durante as investigações mostram Flávio cobrando Vorcaro por parcelas atrasadas. A Polícia Federal apura a origem, o caminho e os beneficiários finais dos recursos. Documentos públicos do STF apontam Flávio como interlocutor direto de Vorcaro e indicam a participação de Eduardo Bolsonaro na gestão do dinheiro nos Estados Unidos.

Flávio foi incluído formalmente em julho no inquérito que investiga possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ele admite ter pedido dinheiro ao ex-banqueiro, mas afirma que se tratava de um “patrocínio privado”.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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