O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que o debate sobre um pedido de R$ 130 milhões para financiar o filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, foi deixado de lado nas cobranças contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração foi feita durante uma sessão do plenário do Senado, nesta quarta-feira (2). O valor teria sido solicitado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção do filme. Alcolumbre disse que o tema voltou à pauta porque vem recebendo agressões na condição de presidente do Senado.
Na terça-feira (1º), o senador Flávio Bolsonaro afirmou que Moraes teria articulado politicamente entre o presidente do Senado e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Flávio havia pedido dinheiro a Vorcaro para financiar o filme.
Também foi divulgado um repasse de US$ 1,6 milhão para a produção em setembro de 2025, dias depois de Flávio Bolsonaro cobrar Vorcaro por parcelas atrasadas.
Pedidos de impeachment
Flávio e outros senadores da oposição pressionaram Alcolumbre a dar andamento aos pedidos de impeachment contra Moraes. O líder do PL, Carlos Portinho (RJ), pediu que o presidente do Senado abrisse o processo.
Alcolumbre afirmou que não há prazo para analisar os requerimentos. Ele já informou que 109 pedidos, que também incluem solicitações contra outros ministros do STF, aguardam avaliação do Senado.
Cabe ao presidente da Casa decidir se arquiva ou admite a denúncia. Essa fase é política e funciona como o primeiro filtro. Caso a denúncia seja aceita, o processo pode seguir para uma comissão especial e, depois, para o plenário.
Trocas de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro indicam que o ministro discutiu com o ex-banqueiro a possibilidade de uma operação da Polícia Federal que teria Vorcaro como alvo.






