Piracicaba, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Brasil

Declarações de secretários de SP apontam alta patrimonial, mas pastas contestam dados

Quatro dos 25 secretários tiveram aumento superior a 100% entre declarações, enquanto assessorias alegam erros e pedem retificações.

Declarações mostram que secretários de Tarcísio dobraram patrimônio
Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

Quatro dos 25 secretários estaduais do governo Tarcísio de Freitas tiveram aumento patrimonial superior a 100% entre as declarações de bens publicadas em 2023 e 2025. As informações divulgadas nesta sexta-feira (22/8) são contestadas pelas secretarias e assessorias dos integrantes citados, que afirmam haver erros nos dados ou na comparação realizada.

A publicação mais recente corresponde ao exercício de 2024, com ano-base de 2023. Já a declaração divulgada em 2023 considerava o exercício de 2022, com ano-base de 2021. A divulgação anual dos bens das autoridades é exigida por lei. As declarações de Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-governador Felício Ramuth ainda não foram publicadas; o governo afirma que divulgará apenas os documentos de entrada deles na gestão, em 2023.

Maiores variações informadas

A maior alta nominal foi atribuída a Marcos da Costa, secretário da Pessoa com Deficiência. O patrimônio teria passado de R$ 956 mil para R$ 6,6 milhões, uma variação de 592%, sem correção pela inflação.

Na sequência aparecem Laís Vita, secretária de Comunicação, com aumento de 333%, de R$ 67 mil para R$ 291 mil; Marcelo Branco, secretário da Habitação, com alta de 134%, de R$ 5,26 milhões para R$ 12,3 milhões; e Guilherme Derrite, secretário da Segurança Pública, com acréscimo de 107%, de R$ 749 mil para R$ 1,55 milhão.

A Secretaria da Segurança Pública informou que houve uma inconsistência no patrimônio inicial atribuído a Derrite em 2023. Segundo a pasta, o valor correto seria R$ 921,9 mil, e a correção foi solicitada à Controladoria Geral do Estado. Com a alteração, a variação no período seria de R$ 631,2 mil. A secretaria também declarou que o crescimento é compatível com a renda anual bruta de R$ 908,4 mil, equivalente a cerca de R$ 69,8 mil mensais, e que os valores foram informados à Receita Federal e à Controladoria Geral do Estado.

A assessoria de Marcelo Branco afirmou que não houve evolução patrimonial. Segundo a equipe, os bens passaram de R$ 8,97 milhões em 2022 para R$ 8,74 milhões em 2023. Retificações teriam sido solicitadas, mas ainda não haviam sido publicadas no Diário Oficial. A previsão informada foi de publicação na segunda-feira (25/8).

A assessoria de Marcos da Costa também negou aumento. Disse que a comparação usou dados anteriores à posse dele, em 2023, e afirmou que o patrimônio diminuiu durante o período em que ocupa o cargo.

A Secretaria de Comunicação declarou que os dados são equivocados e descontextualizados. A pasta questionou o uso de informações com ano-base de 2021, anterior ao início da gestão em 2023, e citou fatores como quitação de financiamentos, dissolução de sociedades e compra e venda de imóveis para explicar possíveis mudanças. Também afirmou que os bens dos secretários estão informados à Receita Federal e à Controladoria-Geral do Estado.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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