Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Documentos de depósitos levam a nova prisão da Operação Infiltrados em Campinas

Investigado teria movimentado R$ 324.220 para um policial denunciado e fornecido um celular com dados falsos ao grupo.

Documentos de depósitos levam a nova prisão da Operação Infiltrados em Campinas

Comprovantes de depósitos e outros documentos apreendidos na primeira fase da Operação Infiltrados ajudaram o Ministério Público a identificar um homem preso nesta sexta-feira (25), em Campinas. Ele é investigado por movimentar dinheiro para um policial já denunciado e por entregar um celular clandestino a suspeitos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

Na casa de um dos acusados, foram localizados comprovantes de depósitos em uma conta de titularidade do investigado. Parte dos documentos apontava o homem preso como responsável pelas operações. Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, os depósitos chegaram a R$ 324.220, com valores individuais entre R$ 10 mil e R$ 51,7 mil.

Também foram encontrados comprovantes de outros depósitos, que somaram R$ 181.300. Como não havia identificação de quem fez essas operações, o Ministério Público não atribuiu essa quantia ao preso.

Celular com dados de outra pessoa

Segundo a investigação, o homem transportava e movimentava valores em favor do policial. Ele também teria fornecido um aparelho com chip habilitado com os dados de outra pessoa. A medida dificultaria a identificação de conversas relacionadas a atividades ilícitas, conforme a apuração.

A prisão é um desdobramento da Operação Infiltrados, que investiga um plano atribuído a integrantes ligados ao PCC para matar Amauri Silveira Filho, promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). O atentado foi descoberto e frustrado em agosto de 2025.

O Gaeco cumpriu ainda um mandado de busca e apreensão nesta sexta-feira, com apoio do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia de Campinas. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Criminal da cidade.

A operação começou em junho, quando foram presos um ex-estagiário do Ministério Público, um ex-policial civil e um então chefe de investigadores da Polícia Civil. Eles são suspeitos de atuar como infiltrados do PCC na Promotoria e na polícia.

A investigação afirma que o ex-estagiário entrou em uma Promotoria Criminal de Campinas para cometer crimes, usou sistemas do Ministério Público para obter informações sobre investigados e cobrou R$ 500 mil de um traficante ligado ao PCC por suposta proteção contra uma prisão.

Policiais e particulares foram denunciados por associação criminosa, extorsão, violação de sigilo funcional e falsidade. A ação penal está em andamento, e o Gaeco continua a apuração para identificar outros possíveis integrantes do grupo.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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