Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Justiça de SP manda fisiculturista acusado de tentativa de feminicídio a júri

Pedro Camilo Garcia Castro teve a prisão preventiva mantida; julgamento ainda não tem data marcada.

Justiça de SP manda fisiculturista acusado de tentativa de feminicídio a júri

A Justiça de São Paulo decidiu que Pedro Camilo Garcia Castro, 24, será levado a júri popular pela acusação de tentar matar a médica Samira Khouri, 27. Ele responde por tentativa de feminicídio e continuará preso preventivamente.

A decisão foi tomada nesta quinta (10) pela juíza Luiza Torggler Silva. O documento reconheceu quatro agravantes: motivo fútil, meio cruel, uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima e motivação relacionada ao fato de Samira ser mulher.

Agressões e prisão

O caso ocorreu em 14 de julho de 2025, aniversário da médica, em um apartamento em Moema, na zona sul da capital. A acusação aponta que o ataque teria sido motivado por ciúmes de um amigo gay de Samira.

Segundo a decisão, Castro continuou a golpeá-la depois que ela perdeu a consciência, principalmente na cabeça e no pescoço. Para a juíza, há elementos que indicam intenção de matar. Após as agressões, o acusado teria deixado o local sem prestar socorro e fugido no carro da médica em direção a Santos, no litoral paulista, onde foi preso em flagrante.

Samira teve múltiplas fraturas no rosto e ficou 12 dias internada em estado grave na UTI. Castro também sofreu uma fratura na mão. Câmeras de segurança do edifício, localizado na avenida Pavão, registraram a entrada e a saída dele do apartamento.

Pedido de exame rejeitado

A magistrada rejeitou o pedido da defesa para que o fisiculturista fosse submetido a exame de insanidade mental. Em decisão anterior, a Justiça já havia afastado a alegação de que o uso de anabolizantes, medicamentos controlados e um quadro de bulimia teriam comprometido a capacidade psíquica do acusado.

O advogado Eugenio Malavasi não atendeu às ligações nem respondeu às mensagens enviadas na manhã desta sexta. A data do julgamento ainda não foi informada.

A advogada de Samira, Gabriela Manssur, afirmou que a decisão foi recebida pela médica com alívio e esperança. “Nenhuma mulher deveria precisar sobreviver para provar que poderia ter morrido”, disse.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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