Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Governo apresenta sete ferrovias e prevê primeiros leilões ainda neste ano

Projetos somam cerca de 809 quilômetros e incluem transporte de cargas e passageiros em seis estados e no Distrito Federal.

Governo apresenta sete ferrovias e prevê primeiros leilões ainda neste ano

O Ministério dos Transportes apresentou nesta terça-feira (15) um pacote com sete projetos de ferrovias de curta extensão. Juntos, os trechos somam cerca de 809 quilômetros e estão distribuídos por quatro regiões do país. Pelo menos dois projetos devem ser leiloados ainda neste ano.

As ferrovias foram planejadas para o transporte de cargas e passageiros no Rio Grande do Sul, em Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraíba, além do Distrito Federal. A proposta inclui rotas voltadas ao escoamento de produtos agrícolas e minerais, à integração logística e ao transporte regional de passageiros.

Como será o modelo

De acordo com a Associação Brasileira de Indústria Ferroviária (Abifer), os projetos serão oferecidos por chamamento público e poderão seguir o modelo de autorização ferroviária criado pelo Marco Legal das Ferrovias de 2021. Nesse formato, empresas privadas podem implantar e operar os trechos por conta própria, obedecendo às regras previstas na legislação.

O governo ainda não definiu quais rotas participarão dos primeiros leilões. O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que os vencedores terão até dois anos para elaborar e apresentar os projetos. Caso seja necessário dinheiro público, a proposta poderá ser levada novamente ao mercado, conforme a explicação do ministro.

Rotas incluídas

No Rio Grande do Sul, o trecho entre Cruz Alta e Santo Ângelo terá 108 km e poderá atender ao transporte de soja, milho e fertilizantes. Também no estado, a ligação de Santo Ângelo a Santa Rosa terá 65 km e deverá apoiar cooperativas e a movimentação de cargas.

Em Goiás, Roncador Novo–Jardim Ingá terá 245 km e poderá se conectar a um porto seco. Em Minas Gerais, a rota General Carneiro–Miguel Burnier terá 92 km, com possibilidades de uso para minério, siderurgia e turismo.

A ligação entre Aguaí e Bauxita, em São Paulo e Minas Gerais, terá 75,4 km e conexão com a rede ferroviária paulista. Na Paraíba, Campina Grande–Cabedelo terá 163,2 km, com corredor logístico multimodal e integração urbana. Já o trecho Brasília–Luziânia, no Distrito Federal e em Goiás, terá 60,5 km e será destinado a passageiros.

Calendário

Dos oito projetos ferroviários previstos para 2026, apenas o corredor Minas-Rio tem leilão oficialmente marcado, com previsão para 17 de dezembro. Os sete chamamentos apresentados nesta terça-feira não estavam na carteira inicial do governo federal.

Santoro disse que os leilões devem avançar nos próximos anos. Segundo ele, discussões no Tribunal de Contas da União (TCU) levaram mais de oito meses, mas agora os projetos estão em fase considerada madura.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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