Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Obstetra participa do parto da filha e relata medo e alívio em Chapecó

Marcus Vinicius Trassi Neves acompanhou a gestação como pai e atuou como obstetra apenas no nascimento de Elisa.

Obstetra participa do parto da filha e relata medo e alívio em Chapecó

O médico obstetra Marcus Vinicius Trassi Neves participou do parto da própria filha, Elisa, no Hospital Unimed, em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. A mãe da bebê, Julia Toscan Trassi, também é médica. O nascimento foi registrado pela fotógrafa de partos Monny.

A decisão de Marcus de atuar como obstetra não estava prevista no início da gestação. O casal havia decidido viver o período como pai e mãe, sem levar para casa o papel profissional exercido no dia a dia. Julia foi acompanhada durante a gravidez por outra médica obstetra, que também é madrinha de casamento do casal.

A possibilidade de Marcus participar do nascimento surgiu após conversas com colegas de profissão. Depois de discutir a ideia com Julia, os dois decidiram que ele estaria presente como obstetra somente no parto. Durante o restante da gestação, ele acompanhou a mulher como marido e futuro pai.

Medo e emoção durante o nascimento

O conhecimento sobre obstetrícia ajudou o casal a entender o que acontecia, mas também aumentou a preocupação com situações que poderiam ocorrer na gravidez e no parto. Marcus descreveu o período como uma combinação de tranquilidade e medo.

Embora acompanhe partos profissionalmente, ele afirmou que o nascimento da própria filha teve uma emoção diferente. O momento mais marcante foi quando colocou Elisa perto de Julia, depois que a bebê nasceu e os pais perceberam que tudo havia dado certo. A tensão deu lugar ao alívio e à alegria.

Marcus também destacou que a família deveria ser a protagonista do momento, principalmente Julia, que havia passado por toda a gestação. Depois do nascimento, ele colocou Elisa próxima da mãe, que, segundo ele, estava feliz e sorridente.

Mudança na relação com as pacientes

A experiência fez o médico mudar a forma como enxerga o atendimento às pacientes. Ele disse que passou a ter mais empatia diante das queixas e dos medos enfrentados por mulheres e famílias durante a gestação.

Marcus afirmou que uma de suas principais preocupações passou a ser ajudar as pacientes a enfrentar esse período com mais tranquilidade. Para ele, o atendimento deve buscar reduzir o medo e considerar também a perspectiva de quem acompanha a gestação como paciente ou familiar.

Como surgiu o nome Elisa

A escolha do nome da bebê também esteve ligada à rotina profissional do casal. Julia imaginava que seria mãe de um menino e tinha nomes masculinos em mente. Marcus, por outro lado, acreditava que teria uma menina.

No final do ano, Julia acompanhou um parto de uma bebê chamada Elisa e gostou do nome. Uma semana depois, o casal descobriu a própria gestação. No mesmo dia, Julia teve a sensação de que esperava uma menina e de que ela se chamaria Elisa. Meses depois, a filha nasceu com o nome que havia sido escolhido antes mesmo de os pais saberem que teriam uma menina.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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