Piracicaba, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Brasil

Pai e filho se tornam coronéis e irmãos de farda em Santa Catarina

Luiz Antônio Cardoso e Christiano Cardoso construíram trajetórias no Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, inspirados pela relação entre pai e filho.

Pai e filho se tornam coronéis e irmãos de farda em Santa Catarina

Luiz Antônio Cardoso e Christiano Cardoso, pai e filho, chegaram ao posto de coronel no Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) e compartilharam momentos marcantes nas carreiras. A relação profissional foi construída a partir da admiração de Christiano pelo pai e ganhou um significado especial quando os dois passaram a ser chamados de irmãos de farda.

Luiz, de 77 anos, nasceu em Caçador, no Oeste catarinense, e entrou para o Corpo de Bombeiros em janeiro de 1973, quando a unidade ainda fazia parte da Polícia Militar. Ele permaneceu no posto por 20 anos antes de ser transferido para outra unidade da corporação.

Entre as experiências da carreira, Luiz destaca o atendimento ao acidente do Voo 303 da Transbrasil, em 1980. O caso é apontado como o maior desastre aéreo da história de Santa Catarina. “Tinha 50 passageiros e oito tripulantes”, contou o coronel. Cinco pessoas foram resgatadas com vida; uma morreu antes de ser removida pelo helicóptero, e uma médica morreu em um hospital no Rio de Janeiro.

A inspiração dentro do quartel

Christiano, de 47 anos, afirmou que o pai sempre foi sua principal referência. Na infância, acompanhava Luiz no quartel e convivia com bombeiros. Em 1995, durante as enchentes em Santa Catarina, também viu de perto parte do trabalho do pai, que atuava na Defesa Civil.

Inicialmente, Christiano escolheu a carreira policial. Durante sua primeira aula na academia da Polícia Militar, Luiz estava no auditório. Depois da cerimônia, o pai entrou para a Reserva. Para Luiz, aquele momento simbolizou a passagem da trajetória militar para o filho.

Mais tarde, após um almoço com o pai, Christiano decidiu seguir os conselhos dele e ingressar no Corpo de Bombeiros, já independente da Polícia Militar. Com isso, reencontrou pessoas que haviam trabalhado com Luiz e que o conheciam desde criança.

Outro episódio simbólico ocorreu na formatura de Christiano na Polícia Militar. Luiz entregou ao filho a espada de formatura que havia usado durante a própria carreira. Hoje, os dois são coronéis, e Christiano afirma que passou a ser reconhecido pelo próprio trabalho, além da relação familiar.

Christiano tem dois filhos e disse que ficaria feliz se um deles escolhesse a mesma profissão, mas ressaltou que não pretende pressioná-los. Para ele, a decisão deve partir do que cada um considerar certo.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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