O projeto da ponte sobre o Rio Uruguai entre Itapiranga (SC) e Barra do Guarita (RS) ainda depende da garantia de recursos para avançar até a execução. Há cerca de R$ 36 milhões previstos no orçamento, valor insuficiente para bancar todo o empreendimento, estimado em R$ 379 milhões.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou às associações de municípios das duas regiões que a contratação da empresa responsável poderá ocorrer ainda em 2026. A previsão foi divulgada por Rodrigo Locatelli Tisott, coordenador do Movimento Pró-Ponte.
A obra está na etapa de procedimentos administrativos anteriores à publicação do edital de licitação. O cronograma pode ser alterado se houver impugnações ou judicializações. O licenciamento ambiental também continua em andamento, e o projeto básico já foi aprovado pelo DNIT.
Estrutura prevista
O empreendimento inclui uma ponte de aproximadamente 1,2 quilômetro e novos acessos rodoviários nos dois lados da divisa. Em Santa Catarina, o trecho entre a ponte e a BR-163 terá cerca de 7,5 quilômetros. No Rio Grande do Sul, serão aproximadamente 4,5 quilômetros.
Considerando acessos e variantes, o DNIT informa que o conjunto terá aproximadamente 13 quilômetros de novas estruturas viárias. A contratação será feita por licitação semi-integrada. Nesse modelo, a empresa escolhida desenvolve o projeto executivo e também executa a obra.
Financiamento e travessia atual
Segundo Tisott, o DNIT sugeriu ao Ministério dos Transportes que o empreendimento seja incluído no PAC Obras. Atualmente, o projeto está no PAC Projetos. A alteração poderia viabilizar a destinação dos recursos necessários para a execução completa.
O Movimento Pró-Ponte também pretende buscar novamente o apoio das bancadas parlamentares de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul para obter emendas.
A ponte foi planejada para substituir a travessia por balsa entre Itapiranga e Barra do Guarita. Sem utilizar a balsa, atualmente é necessário recorrer a outras travessias sobre o Rio Uruguai, o que aumenta o percurso. A expectativa apresentada pelo DNIT é que a ligação permanente reduza tempo e custos de transporte e melhore a circulação de cargas.
A previsão divulgada anteriormente pelo órgão era publicar o edital no segundo semestre de 2026. O início da construção dependerá da conclusão das etapas administrativas, ambientais e licitatórias, além da obtenção dos recursos necessários.







