SÃO JOSÉ — A licitação para construir a Avenida Beira-Mar de Barreiros, em São José, na Grande Florianópolis, recebeu quatro propostas nesta terça-feira (15). O investimento estimado é de cerca de R$ 280 milhões.
A próxima fase será conduzida pela comissão de licitação, que vai examinar a documentação entregue pelos consórcios. O material reúne mais de 5 mil páginas e será analisado conforme 15 critérios técnicos definidos pela Secretaria de Planejamento e Assuntos Estratégicos.
Participam da disputa a Planaterra Terraplanagem e Pavimentação Ltda, de Chapecó; a Jeed Engenharia Ltda., de Brasília; a Ivaí Engenharia de Obras S.A., de Curitiba; e a DP Barros Pavimentação e Construção Ltda., de São Paulo.
Critérios e próximas etapas
A concorrência segue o modelo de técnica e preço, previsto na Lei Federal nº 14.133/2021. Por isso, a empresa vencedora não será escolhida necessariamente pela menor proposta financeira. A classificação combinará a pontuação técnica e os valores comerciais, de acordo com os pesos e a metodologia do edital.
O documento foi atualizado após recomendações do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE/SC) e a identificação de correções técnicas pelas equipes da prefeitura.
Ainda não há prazo para o fim da análise, devido à quantidade de documentos e aos critérios previstos. Depois da avaliação técnica e documental, uma nova sessão pública será realizada para abrir as propostas de preço. A classificação final dependerá da análise conjunta dos aspectos técnicos e comerciais. Em seguida, os concorrentes terão prazo de três dias úteis para apresentar eventuais recursos.
Projeto urbano
O empreendimento prevê uma transformação urbana na região, com intervenções na drenagem, requalificação de 2,8 quilômetros de acessos, novas ciclovias, áreas de lazer e espaços de convivência. O projeto também inclui infraestrutura voltada à mobilidade sustentável.
De acordo com a prefeitura, a obra deve criar uma alternativa de deslocamento e reduzir a pressão sobre o trânsito para milhares de moradores. A proposta segue conceitos de cidade inteligente e prioriza acessibilidade, sustentabilidade e qualidade de vida.
O financiamento será feito pelo Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), com contrapartida paga pelo governo estadual.







