Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Parque inundável de R$ 95,2 milhões pode valorizar imóveis em Camboriú

Projeção da Imobille aponta alta de 20% no entorno; licitação recebe propostas até 13 de outubro.

Parque inundável de R$ 95,2 milhões pode valorizar imóveis em Camboriú

A construção do Parque Inundável Multiuso da Bacia do Rio Camboriú pode elevar em 20% o valor dos imóveis no entorno, segundo projeção preliminar da Imobille Negócios Imobiliários. A obra tem orçamento inicial de R$ 95,2 milhões e foi planejada para reduzir os impactos das inundações e ampliar a reserva de água para Camboriú e Balneário Camboriú.

Para Lauricio Leal, dono da imobiliária, a intervenção pode mudar a percepção sobre uma área de Camboriú com espaço para expansão. O projeto combina segurança hídrica, infraestrutura urbana e possibilidades de lazer, turismo e convivência.

O parque ficará próximo ao Loteamento Jardim Europa. O sistema foi desenhado com reservatórios, canais, estruturas para condução da água e redes de drenagem. Também está prevista uma barreira de contenção com cerca de 1,6 quilômetro de extensão e 7,6 metros de altura.

Entre as possibilidades de ocupação apresentadas para o complexo estão praça, área de praia, setor de eventos, jardim botânico, planetário, resort, campo de golfe, trilhas em áreas de preservação permanente e espaços para esportes de aventura. Essas estruturas não fazem necessariamente parte da primeira etapa e ainda dependem de projetos e definições futuras.

“Quando uma região recebe infraestrutura, áreas de convivência, lazer e possibilidades de desenvolvimento turístico, ela passa a ser enxergada de outra forma pelo mercado”, afirma Lauricio.

A área prevista para a implantação tem aproximadamente 600 hectares. Na avaliação da Imobille, investimentos em mobilidade, drenagem, áreas verdes, lazer e proteção contra eventos climáticos influenciam a decisão de morar ou investir. A expectativa é que a transformação atraia novos empreendimentos e, gradualmente, estimule a chegada de serviços e comércio.

O prefeito de Camboriú, Leonel Pavan, afirmou durante o lançamento da licitação que o empreendimento pode reduzir entre 60% e 70% as inundações. A projeção dependerá do funcionamento do sistema depois da implantação. O parque deverá armazenar temporariamente parte da água em períodos de chuva intensa, reduzindo a velocidade e o volume que chegam às áreas urbanizadas.

Licitação e cronograma

A concorrência para contratar a empresa responsável pela execução está aberta, e as propostas podem ser apresentadas até 13 de outubro. Do orçamento de R$ 95,2 milhões, R$ 73,3 milhões são recursos federais do Novo PAC, operacionalizados pela Caixa Econômica Federal. O restante será composto pela contrapartida do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Região da Amfri (CIM-Amfri).

Além das estruturas hidráulicas e do dique, o projeto inclui vias internas, iluminação, sinalização, paisagismo, mobiliário urbano, recuperação de áreas degradadas, recomposição de vegetação e medidas contra erosão e assoreamento. O prazo previsto para a execução é de 31 meses a partir da ordem de início.

As desapropriações ficarão sob responsabilidade da Prefeitura de Camboriú. Com esses custos, o investimento relacionado à implantação pode superar R$ 100 milhões. A expectativa é iniciar as obras ainda em 2026, mas o cronograma depende da conclusão da licitação, da liberação das áreas, do licenciamento ambiental e de outras autorizações.

Para Lauricio, o avanço para a fase de contratação torna mais concreta a possibilidade de o parque formar uma nova área de interesse imobiliário e econômico em Camboriú.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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