Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Registro eletrônico de doação de órgãos já soma 32.587 solicitações no país

Autorização feita pelo e-Notariado permite formalizar a decisão, escolher órgãos e revogar o registro sem ir ao cartório.

Registro eletrônico de doação de órgãos já soma 32.587 solicitações no país

A Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo) já recebeu 32.587 solicitações no Brasil. O serviço, lançado em 2024, permite que a pessoa registre pela internet quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar.

São Paulo lidera o número de manifestações, com 9.399 registros. Na sequência aparecem Paraná, com 3.818; Rio de Janeiro, com 2.930; Minas Gerais, com 2.172; e Rio Grande do Sul, com 2.012. Há solicitações registradas em todas as unidades da Federação.

Os dados dos Cartórios de Notas indicam 18.659 pedidos em 2024, 8.886 em 2025 e 5.042 em 2026. O levantamento mais recente também mostra que mais de 32 mil brasileiros já formalizaram a intenção de doar órgãos.

Como funciona

De acordo com o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o processo é gratuito. O interessado entra na plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, informa seus dados e escolhe um cartório de notas.

Depois, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar a identidade e a decisão de doar. A autorização é assinada eletronicamente e incluída na Central Nacional de Doadores de Órgãos, consultada por profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes. Não é necessário comparecer presencialmente ao cartório.

O registro pode ser alterado ou cancelado a qualquer momento. A autorização familiar, porém, continua sendo necessária para a retirada de órgãos após a morte, mesmo quando a pessoa declarou em vida que gostaria de ser doadora.

Demanda por transplantes

Mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante no Brasil, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Desse total, cerca de 45 mil esperam por um rim. A fila por uma córnea reúne 37.719 pessoas, conforme levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.

A taxa média de recusa familiar é de cerca de 45%. Entre os motivos apontados estão o desconhecimento da vontade do potencial doador e dúvidas ou receios sobre o procedimento.

Para Eduardo Calais, presidente do CNB/CF, o registro deve ser acompanhado de uma conversa com os familiares. “A decisão final continua sendo da família”, afirmou. O Dia Nacional de Doação de Órgãos será celebrado em 27 de setembro, data voltada à discussão do tema e à comunicação dessa vontade aos parentes.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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