SÃO PAULO — O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Lula (PT) durante um evento da Escola de Formação de Líderes, na zona sul de São Paulo. Ele afirmou que o Brasil enfrenta uma crise de liderança e disse que parte do país se ilude com o bolsonarismo.
Santos defendeu que o poder seja entregue aos setores produtivos e afirmou que a população está refém de dois candidatos: Lula, que estaria em primeiro nas pesquisas, e Flávio Bolsonaro, a quem chamou de integrante de uma família que teria enganado o Brasil produtivo. Também criticou a elite empresarial brasileira por ter se calado diante desse cenário.
O candidato do Missão classificou o grupo político ligado a Lula como uma mistura de PT com centrão. Ao falar sobre o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), citou uma coalizão formada por patrimonialismo e discurso de esquerda. Santos também afirmou que parte da direita aderiu ao bolsonarismo de forma acrítica e relacionou essa aproximação a grupos ligados ao Comando Vermelho.
Segurança pública
Santos disse se inspirar nas políticas de segurança do presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Ao comentar possíveis ações policiais em um eventual governo, afirmou: “Matar alguém se necessário, faz parte do jogo”.
Ele defendeu intervenções federais nos portos de Santos, em São Paulo, e Pecém, no Ceará. Também mencionou a possibilidade de intervenção federal nos estados da Bahia e do Rio de Janeiro, além de ações para reocupar territórios e combater o PCC (Primeiro Comando da Capital).
O candidato afirmou que sua proposta seria semelhante à de Bukele na reocupação de territórios e na destruição de gangues que ocupam favelas, mas diferente no enfrentamento ao PCC. Ele também disse que pretende aprovar medidas de endurecimento das leis penais e defendeu o uso de Estado de Defesa e GLO em locais específicos.
Questionado sobre liberdades individuais e coletivas, Santos afirmou que temas como transfobia e racismo são usados para restringir o debate. Ao tratar da violência contra a mulher, disse que morrem mais crianças em infanticídios e declarou: “O que eu quero é ver mulher segura matando bandido.”







