TEXAS — A X Corp e a SpaceXAI desistiram das acusações antitruste contra a Apple relacionadas à integração do ChatGPT ao iPhone. As empresas, porém, mantiveram as mesmas ações contra a OpenAI, que continua como ré no processo.
Em documentos enviados à Justiça federal do Texas, as companhias informaram que haviam resolvido as reivindicações contra a fabricante do iPhone e pediram o encerramento do caso com prejuízo. Essa modalidade impede que as mesmas acusações sejam apresentadas novamente. A Apple não se opôs ao pedido.
Os documentos não informam o motivo da decisão nem esclarecem se houve pagamento ou outro tipo de acordo entre as partes. Como o tribunal não analisou o mérito das alegações, o encerramento não representa uma vitória judicial da Apple.
Acusações contra a integração do ChatGPT
O processo foi aberto em agosto de 2025 por X e xAI contra a Apple e a OpenAI. As empresas afirmavam que a integração do ChatGPT aos recursos do Apple Intelligence dava à OpenAI uma vantagem injusta sobre outros chatbots de inteligência artificial.
A acusação dizia que Apple e OpenAI usavam suas posições nos mercados de smartphones e de inteligência artificial generativa para dificultar a concorrência. O Grok, desenvolvido pela empresa de Elon Musk, estaria entre os serviços sem acesso equivalente à integração oferecida ao ChatGPT.
A Apple negou as acusações e afirmou que sua parceria com a OpenAI não era exclusiva. O processo havia avançado para a fase de descoberta de provas, com pedidos de documentos internos e comunicações entre as empresas.
OpenAI pede acesso ao acordo
A OpenAI declarou à Justiça que não participou do entendimento entre a Apple e as empresas de Musk e que não conhece seus termos. A companhia pediu acesso ao acordo porque considera que o conteúdo pode afetar as acusações ainda em discussão e sua própria defesa.
A Apple deixa o processo sem uma decisão sobre o mérito das alegações, enquanto a OpenAI permanece como ré. A empresa também sustenta que pretende trabalhar com outros modelos de inteligência artificial, argumento usado para contestar a acusação de exclusividade.







