Com a elevação das temperaturas, os escorpiões passam a ser vistos com mais frequência nas cidades. Em imóveis, podem encontrar abrigo, água e alimento em pontos como ralos, frestas, tubulações e caixas de fiação.
Orientações do Instituto Butantan e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo indicam três medidas principais para diminuir o risco: bloquear possíveis acessos, reduzir a presença de baratas e verificar roupas e calçados antes de usá-los.
Onde eles se escondem
Escorpiões têm hábitos predominantemente noturnos e costumam permanecer durante o dia em locais escuros e protegidos. Dentro de casas e apartamentos, podem ficar em caixas de gordura, pontos de energia, rodapés soltos, frestas de paredes e materiais acumulados. Roupas deixadas no chão também oferecem esconderijo.
A entrada pode ocorrer pelas redes de esgoto e de águas pluviais. Apartamentos em andares altos não estão livres do risco, porque os animais conseguem subir por superfícies irregulares e usar tubulações e caixas de fiação como passagem.
Para dificultar o acesso, é possível colocar proteção nos ralos, fechar aberturas em paredes, rodapés, caixas de luz e passagens de cabos e manter camas e móveis afastados das paredes. Roupas, toalhas e calçados devem ser sacudidos antes do uso. Lençóis e mosquiteiros não devem tocar o chão.
Entre setembro e fevereiro, os registros são mais frequentes nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Norte e no Nordeste, a ocorrência pode acontecer ao longo de todo o ano. A reprodução por partenogênese, sem necessidade de macho, contribui para a dispersão do escorpião-amarelo e do escorpião-amarelo-do-Nordeste. Uma fêmea de escorpião-amarelo pode ter cerca de dois partos por ano, com 20 a 25 filhotes em cada um.
Como evitar a permanência
Baratas, aranhas, grilos e outros pequenos animais servem de alimento aos escorpiões. Lixo mal acondicionado, restos de comida e muitos insetos podem favorecer a permanência deles. Quintais e jardins devem ficar sem folhas secas, madeira, tijolos, entulho e materiais de construção acumulados. Folhagens densas também precisam ser mantidas afastadas de muros e paredes.
O Instituto Butantan informa que não há comprovação científica de que citronela, arruda, alecrim ou lavanda repelem escorpiões. Inseticidas, vinagre, água sanitária e outros produtos químicos não são recomendados, pois podem fazer o animal sair do esconderijo e se deslocar para outro ponto do imóvel.
Em caso de picada
Dor intensa pode aparecer poucos minutos depois do acidente. Vermelhidão, formigamento, suor, náuseas, vômitos, agitação e aumento dos batimentos cardíacos também são possíveis. Crianças têm maior risco de manifestações graves.
A orientação é lavar o local com água e sabão, fazer uma compressa morna e procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo. Não se deve colocar gelo, fazer torniquete, cortar ou furar a região, sugar o veneno ou aplicar álcool, querosene, fumo e pó de café. A indicação de soro antiescorpiônico ou antiaracnídico cabe à equipe médica, conforme os sintomas e a gravidade.







