Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

Fóssil de réptil marinho preserva órgãos e restos de alimento

Achado na China revela estômago, fígado, intestino e possíveis escamas de peixe em um animal do período Triássico.

Fóssil de réptil marinho preserva órgãos e restos de alimento
Foto: Reprodução/Science Adviser

Um fóssil de réptil marinho encontrado na província de Yunnan, na China, preservou vestígios do estômago, do fígado e do intestino de um animal que viveu há cerca de 240 milhões de anos. Os pesquisadores afirmam que os órgãos estão entre os registros mais antigos dessas estruturas em répteis.

Chamado Austronaga minuta, o animal tinha aproximadamente 60 centímetros de comprimento e viveu durante o período Triássico. O achado foi publicado em 29 de julho na revista científica Science Adviser.

A preservação dos órgãos foi identificada em uma área escura entre as costelas, analisada pela equipe a partir da posição, da forma e da composição dos materiais. O esqueleto completo já havia permitido estudar o pescoço alongado e as adaptações do réptil à vida na água.

Estruturas preservadas

Na parte da frente do abdômen, os cientistas encontraram um estômago grande, formado por uma única câmara. Logo atrás, uma camada avermelhada foi interpretada como o fígado. A região apresentava concentração elevada de ferro, característica compatível com esse órgão.

Mais adiante, estruturas curvas foram associadas aos intestinos delgado e grosso. O material preservado também continha possíveis restos de alimento, entre eles escamas de peixe. Em conjunto com os dentes pontiagudos do animal, esses vestígios sustentam a interpretação de que ele caçava peixes pequenos.

O intestino era relativamente curto e pouco complexo. Os autores relacionam essa característica à alimentação baseada em animais. Apesar da preservação do sistema digestivo, sua organização era considerada relativamente simples.

O corpo do Austronaga minuta apresentava adaptações para nadar. Os membros dianteiros eram alongados e semelhantes a nadadeiras, enquanto os traseiros eram bem menores. A cauda comprida provavelmente contribuía para a propulsão, e os membros dianteiros ajudavam a direcionar e estabilizar o corpo na água.

O fóssil permite observar, ao mesmo tempo, características internas e externas de um antigo parente de linhagens que mais tarde incluiriam crocodilos e dinossauros.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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