Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

Naufrágio de submarino alemão ainda libera TNT no Mar do Norte

Pesquisadores encontraram vestígios do explosivo na água, no fundo do mar e em animais próximos aos destroços do UC-30.

Naufrágio de submarino alemão ainda libera TNT no Mar do Norte
Foto: Divulgação/Kathrine Juul Andresen

Amostras coletadas no Mar do Norte indicam que o submarino alemão UC-30, naufragado em abril de 1917 perto da costa da Dinamarca, ainda libera TNT no ambiente marinho. Os vestígios foram identificados na água, nos sedimentos e em animais encontrados nas proximidades dos destroços.

O naufrágio só foi localizado em 2016. Mais recentemente, a área passou a ser estudada pelo NorthSeaWrecks, projeto europeu que avalia impactos ambientais associados a acidentes com embarcações no Mar do Norte.

O que foi encontrado

Com o apoio de mergulhadores da Marinha da Dinamarca, os pesquisadores recolheram amostras em diferentes pontos do local exato do naufrágio e também fizeram imagens da região. A análise apontou a presença de TNT na vida marinha, no fundo do oceano e na coluna d’água.

O submarino transportava uma tripulação de 27 pessoas, além de 18 minas e seis torpedos. Os resultados indicam que o material explosivo da embarcação já se espalhou pelo entorno, embora os cientistas ainda não saibam exatamente qual é a extensão da contaminação.

“Encontramos vestígios de TNT na vida selvagem, no fundo do mar e na coluna d’água”, afirmou Katrine Juul Andresen, uma das pesquisadoras envolvidas na investigação. Segundo ela, ainda é necessário determinar a dimensão do efeito e a distância alcançada pela poluição.

A fonte da contaminação parece estar concentrada na área do naufrágio. A preocupação dos especialistas é que a deterioração do submarino deixe os explosivos das minas mais expostos.

Possíveis medidas

Uma das alternativas estudadas é retirar as minas, mas a operação seria cara e complicada. A detonação no mar também foi considerada, embora possa ampliar os danos ambientais.

Por enquanto, o uso de robôs submarinos aparece como a opção mais viável. Os equipamentos poderiam monitorar e mapear a área, além de localizar os destroços mais perigosos. Em uma possibilidade mais complexa, também poderiam retirar as minas e levá-las a locais mais seguros para detonação.

“Estamos tentando identificar as soluções mais suaves para o problema”, disse Katrine.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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