Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Educação

Alunos da PUC-SP anunciam paralisação contra corte de bolsas e regras de renovação

Mobilização ocorrerá na quinta-feira (17) e na sexta-feira (18), com aulas interrompidas voluntariamente e reunião com a Fundasp.

Alunos da PUC-SP anunciam paralisação contra corte de bolsas e regras de renovação
Foto: Folhapress

Estudantes da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) vão interromper voluntariamente a participação nas aulas na quinta-feira (17) e na sexta-feira (18). A mobilização contesta a redução na oferta de bolsas e as regras adotadas para renovar os benefícios.

A paralisação é organizada por centros acadêmicos e pelo coletivo de bolsistas. Durante os dois dias, os alunos planejam realizar sessões de cinema, atividades de formação política, trabalhos manuais e produção de cartazes.

Oferta de bolsas

Os estudantes afirmam que a PUC-SP não alcança 25% de bolsistas na graduação desde a pandemia. Eles defendem que a Fundação São Paulo (Fundasp), mantenedora da universidade, aumente a quantidade de bolsas próprias para compensar a redução das bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni).

O movimento também compara a oferta de novas bolsas da PUC-SP com a do Centro Universitário Assunção, que também é mantido pela Fundasp. Segundo os alunos, a quantidade de bolsas teria diminuído na PUC-SP enquanto aumentou na outra instituição.

A Fundasp rejeita essa comparação. A entidade afirma que o Centro Universitário Assunção tem menos de 10% das bolsas da PUC-SP e que não há relação entre a evolução dos números das duas instituições. A fundação também diz que o sistema do Prouni define a oferta do benefício com base em informações como o total de alunos de cada instituição.

Segundo a Fundasp, a PUC-SP recebeu, em 2024 e 2025, o dobro do número habitual de bolsas por causa de um erro no sistema do programa. Em 2026, o sistema teria corrigido esse excedente. A mantenedora afirma ainda que a universidade tem atualmente mais de 22% de bolsistas na graduação, acima da referência de 20% prevista na legislação.

Os estudantes reconhecem que o Prouni é administrado pelo Ministério da Educação (MEC), mas avaliam que a Fundasp poderia ampliar as bolsas próprias. A fundação afirma que esses benefícios seguem critérios semelhantes aos do programa federal e dependem do limite orçamentário. “Se você tem mais alunos pagantes, aí você tem possibilidade de oferecer mais bolsas”, afirmou a entidade.

Renovação dos benefícios

Outro ponto de conflito é o processo de renovação. Os alunos reclamam do volume de documentos exigidos e dos prazos considerados curtos para a entrega. A Fundasp diz que as exigências estão nos editais e que a análise precisa verificar se os candidatos atendem aos requisitos.

Os estudantes questionam a necessidade de uma nova comprovação socioeconômica extensa a cada renovação. Eles citam a Portaria nº 19, de 2008, do MEC, que permitiria manter a bolsa com a assinatura do termo de atualização do usufruto e exigiria comprovação de renda em situações específicas de mudança na condição econômica do bolsista.

A mobilização ocorre após semanas de assembleias e outras atividades. No início de setembro, os estudantes protestaram contra a contratação da EducaOpen, plataforma que seria usada no processo de concessão e renovação. Depois da mobilização, a Fundasp informou que suspendeu a contratação e o processo relacionado às bolsas.

Na sexta-feira, representantes dos estudantes se reunirão com a Fundação São Paulo para apresentar as reivindicações e discutir medidas para as diferentes áreas da universidade. Participarão da mobilização centros acadêmicos envolvidos na primeira mesa de negociação, além dos coletivos Saravá e de Bolsistas Da Ponte Pra Cá.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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