AUSTRÁLIA — Um registro feito na costa leste do país documentou um comportamento ainda pouco conhecido entre baleias de barbatanas: uma fêmea de baleia-jubarte permaneceu junto do filhote aparentemente natimorto depois do parto. A espécie é conhecida cientificamente como Megaptera novaeangliae.
A observação foi realizada em 2025, e os resultados foram publicados na revista Discover Animals nesta quarta-feira (16/9). Durante o acompanhamento, a mãe ficou próxima do corpo, manteve contato visual e se posicionou ao lado dele por várias horas e possivelmente até dias.
Comportamento pouco estudado
Manifestações após a morte já eram conhecidas e predominantes entre baleias dentadas e delfinídeos. Nas baleias de barbatanas, grupo que inclui as jubartes, esse tipo de resposta ainda é pouco documentado.
Para Jan-Olaf Meynecke, um dos autores do estudo, o caso se diferencia de relatos envolvendo baleias dentadas, nos quais mães foram vistas levando filhotes mortos até a superfície. “Esta baleia-jubarte apresentou comportamento pós-morte prolongado e atenção ao seu filhote falecido debaixo d’água”, afirmou o pesquisador em comunicado.
Os cientistas avaliaram que a proximidade, o contato visual e o posicionamento ao lado do filhote eram compatíveis com ações de cuidado ou proteção e atenção pós-morte observada em mamíferos socialmente complexos. Para Meynecke, os registros indicaram um forte vínculo materno.
A análise também amplia o conhecimento sobre dimensões cognitivas e emocionais relacionadas às respostas à morte em baleias de barbatanas.







