LESTE DA ESPANHA — Uma antiga ligação terrestre pode ter permitido que o Diplodocus chegasse à Europa quando o Oceano Atlântico ainda começava a se abrir, após a fragmentação da Pangeia. A hipótese surgiu com a identificação de fósseis do dinossauro no sítio paleontológico de La Tejería, um achado inédito no continente.
Os restos incluem 14 vértebras e outros ossos associados à sustentação dos vasos sanguíneos e dos músculos da cauda. Embora o esqueleto esteja incompleto, as características encontradas permitiram relacionar o material ao Diplodocus, conhecido pelo pescoço comprido.
O que os fósseis mostram
Até a descoberta, restos do animal tinham sido encontrados somente nos Estados Unidos. Por isso, os cientistas acreditavam que o Diplodocus havia vivido apenas na América do Norte. A presença na Europa amplia a distribuição conhecida dos saurópodes gigantes, grupo dos maiores animais terrestres que já existiram na Terra, e indica uma história mais complexa para esses animais.
Ainda não foi possível determinar a espécie à qual os fósseis pertencem. Essa identificação será uma das próximas etapas dos estudos.
As análises dos ossos foram publicadas no Journal of Vertebrate Paleontology em 15 de setembro. Sergio Sánchez Fenollosa, primeiro autor do estudo, afirmou: “Estudos paleontológicos como este nos ajudam a entender melhor a história da vida na Terra, reconstruir ecossistemas antigos e compreender como eles mudaram ao longo do tempo”.







