A ferramenta gratuita Folha de Redação passou a corrigir também textos no modelo da Fuvest, além das redações do Enem. O sistema usa inteligência artificial para avaliar os textos conforme os critérios de cada vestibular e oferecer orientações de aprimoramento.
Na Fuvest, a análise considera a compreensão e o desenvolvimento do tema, o atendimento à modalidade textual escolhida, os recursos linguísticos e a progressão do texto. A correção também leva em conta a gramática e as convenções da escrita, seguindo os critérios previstos no edital do vestibular deste ano.
A prova da USP atribui nota de 0 a 50 e avalia quatro quesitos. Para a correção automatizada, a plataforma usa 770 caracteres como referência mínima para o texto.
Como funciona o treino
Para utilizar o serviço, o estudante precisa fazer um cadastro gratuito com nome e email. Depois, escolhe o vestibular, seleciona uma proposta e escreve a redação. É possível usar temas enviados por professores de diferentes instituições, propostas de edições anteriores do Enem e da Fuvest ou uma sugestão gerada pela inteligência artificial.
Após o envio, o texto é analisado em poucos segundos. O sistema apresenta comentários específicos para os critérios do exame escolhido e indica pontos que podem ser aprimorados.
No Enem, a avaliação considera o domínio da norma-padrão da língua portuguesa, a compreensão do tema e o desenvolvimento do texto dissertativo-argumentativo, a seleção e organização das informações e dos argumentos, os mecanismos linguísticos da argumentação e a elaboração de uma proposta de intervenção.
O painel Meu Desempenho reúne as notas e as médias das últimas 20 redações, além dos resultados em cada critério. A ferramenta permite comparar textos anteriores e observar aspectos que podem ser desenvolvidos.
Uso da inteligência artificial nos estudos
A ferramenta foi desenvolvida com base em redações do Colégio Farias Brito e integra o projeto Folha Estudantes, voltado à preparação para o Enem e outros vestibulares.
Segundo o Pisa 2025, 48% dos estudantes brasileiros afirmam usar chatbots de inteligência artificial pelo menos uma vez por semana em tarefas escolares. Na redação, a tecnologia pode ajudar a identificar erros recorrentes e acelerar a prática, mas a leitura crítica de um professor ou de outro avaliador continua sendo importante.
A orientação é usar a inteligência artificial como apoio, sem deixar que ela faça pelo estudante aquilo que ele precisa aprender. Também é necessário conferir as informações apresentadas, já que as ferramentas podem produzir respostas imprecisas ou desatualizadas. A avaliação automatizada deve ser tratada como recurso de estudo, e não como referência definitiva sobre a qualidade do texto ou o conteúdo cobrado nos vestibulares.







