Instituições federais de educação do sul do Rio Grande do Sul estimam prejuízos iniciais de pelo menos R$ 4,8 milhões após o temporal da última semana. Os danos atingiram unidades do IFSul, do IFRS, da UFPel e da Furg, e parte dos levantamentos ainda está em andamento.
IFSul concentra danos em Pelotas
Dos 14 campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul), nove sofreram estragos. Em Pelotas, o campus principal calcula que serão necessários R$ 2,1 milhões para a recuperação emergencial de prédios com destelhamentos e outros danos estruturais.
Foram afetados pavilhões de cursos técnicos, salas de aula, laboratórios, refeitório, auditório e o Centro de Tradições Gaúchas (CTG). No Câmpus Visconde da Graça (CaVG), também localizado em Pelotas, a estimativa preliminar é de R$ 720 mil, com possibilidade de aumento.
A unidade teve cinco estufas e quatro aviários danificados, além do colapso de um pavilhão de zootecnia e da queda de árvores de grande porte. Segundo a diretora-adjunta Paula Leite, o campus já havia sido afetado por um ciclone no início de agosto. O temporal da madrugada de segunda-feira (21) agravou os problemas.
IFRS e universidades fazem novos levantamentos
O campus Rio Grande do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) estima danos de R$ 1 milhão. Nove prédios foram afetados, com problemas em forros, pisos, pinturas, portas e instalações elétricas. Em três construções, houve desabamento parcial do telhado nas salas de aula, atingindo principalmente laboratórios de informática. Cem computadores também foram danificados.
O diretor Carlos Fernandes afirmou que a reitoria do IFRS procurou o Ministério da Educação (MEC) para solicitar auxílio.
A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) ainda calcula os prejuízos e pediu ao MEC apoio emergencial e prioritário para recuperar a infraestrutura. Em agosto, a instituição havia recebido R$ 2,5 milhões para reforçar a estrutura diante de mudanças climáticas. O campus Capão do Leão teve os maiores danos, incluindo problemas no Hospital de Clínicas Veterinárias e em moradias estudantis.
A UFPel informou que o vendaval foi o terceiro evento climático extremo registrado em 45 dias na região. Em nota, a universidade afirmou: “a situação ultrapassa a capacidade financeira da universidade”.
A Universidade Federal do Rio Grande (Furg) disse que os danos ocorreram em diferentes locais e que o campus Rio Grande foi o mais atingido. As avarias se concentram em coberturas, telhados e esquadrias, com reparos que podem ultrapassar R$ 1 milhão. A instituição enviou levantamentos preliminares ao MEC.
“Ainda estamos trabalhando na recuperação de estruturas atingidas pelo evento de agosto”, afirmou a reitora Suzane Gonçalves, em nota.







