Piracicaba, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Educação

Ex-secretários do MEC no governo Bolsonaro declaram apoio a Lula

Manifesto critica propostas atribuídas à candidatura de Flávio Bolsonaro para a educação e alerta para riscos de retrocesso.

Ex-secretários do MEC no governo Bolsonaro declaram apoio a Lula
Foto: Montagem com fotos de Adriano Machado/Reuters

Três ex-secretários do Ministério da Educação (MEC) durante o governo Jair Bolsonaro assinaram um manifesto de apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O documento critica propostas atribuídas à candidatura de Flávio Bolsonaro para a área, como a militarização de escolas, métodos de ensino restritivos e a aproximação da educação com as demandas do mercado.

Os signatários são Alexandro Ferreira de Souza, Marco Antônio Barroso Faria e Bernardo Goytacazes de Araújo. Eles ocuparam, respectivamente, as secretarias de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) e de Modalidades Especializadas.

A última secretaria foi criada no início do governo Bolsonaro para substituir a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), que foi restabelecida no atual governo. Os três chegaram ao MEC durante a gestão de Ricardo Vélez Rodrigues, de quem foram alunos na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Críticas apresentadas no manifesto

O texto afirma que a proposta de Flávio Bolsonaro subordina a política educacional ao combate à suposta doutrinação ideológica, à disciplina rígida e à adequação imediata ao mercado de trabalho. Também aponta falta de compromissos com a valorização salarial e a carreira dos professores, o financiamento equitativo e a infraestrutura escolar.

Na educação profissional e tecnológica, os autores criticam a ausência de compromissos com a Rede Federal de Institutos. O manifesto também questiona a ideia de direcionar recursos das agências de fomento à pesquisa, como CAPES e CNPq, para o impacto produtivo.

“Entre um projeto que reafirma a educação pública como direito, política de Estado e instrumento de justiça social, e outro que subordina a escola à suspeição ideológica, à disciplina autoritária e à lógica estreita do mercado, nossa escolha é inequívoca”, diz o documento.

Participação no MEC

Vélez Rodrigues assumiu o MEC em janeiro de 2019 e permaneceu no cargo até o início de abril. Ele foi o primeiro dos quatro ministros que comandaram a pasta durante o governo Jair Bolsonaro. Colombiano radicado no Brasil, foi indicado pelo escritor Olavo de Carvalho.

Alexandro Ferreira de Souza afirmou que a entrada no ministério esteve ligada à relação com Vélez, professor que os incentivou durante a vida universitária. Bernardo Goytacazes de Araújo, atualmente secretário municipal de Educação em Três Rios (RS), disse que o grupo não teve tempo para realizar o trabalho previsto.

Marco Antônio Barroso Faria afirmou que a educação ainda tem problemas, mas não deve retroceder. O documento manifesta “apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva”.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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