Piracicaba, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Brasil

Pesquisa mostra vantagem de Lula no primeiro turno e empate com Flávio no segundo

Levantamento Quaest aponta 39% para Lula e 34% para Flávio Bolsonaro na primeira etapa; no segundo turno, ambos têm 42%.

A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28) indica que Luiz Inácio Lula da Silva tem 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 34% de Flávio Bolsonaro. Em uma eventual disputa entre os dois no segundo turno, o levantamento registra 42% para cada candidato.

Para Mara Telles, presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel) e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a economia é o principal fator de influência sobre a escolha dos eleitores. Ela ressalta que a decisão depende da percepção das pessoas, que nem sempre acompanha os indicadores econômicos.

Mulheres e medidas econômicas

Na avaliação da analista, a campanha de Lula anunciou ações como o Desenrola 3.0 e o reajuste do Bolsa Família, além de concentrar esforços no eleitorado feminino. Telles afirma que cresceu, entre as mulheres, o receio de uma vitória de Flávio Bolsonaro. Nesse segmento, a diferença entre os candidatos chega a 11 pontos percentuais, segundo ela.

A proibição de bets no Brasil, anunciada pelo governo Lula na última sexta-feira (25), também é avaliada pela pesquisadora como uma medida aprovada por homens e mulheres.

Disputa entre eleitores católicos

Telles relaciona ainda o desempenho de Lula à repercussão da polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Segundo a analista, o episódio alcançou eleitores católicos que não haviam sido observados pela campanha de Lula e teve impacto na candidatura de Flávio Bolsonaro. Ela também cita a posição da CNBB em defesa da democracia e da soberania.

“Então a coisa só vai embolando na campanha e na cabeça do eleitor”, afirmou Telles. A pesquisadora ironizou a mudança na apresentação religiosa de Flávio Bolsonaro ao dizer que a santa o transformou de evangélico em católico em menos de 24 horas.

A redução do número de indecisos é considerada esperada por Telles, porque a campanha passa a valer efetivamente e os eleitores prestam mais atenção. Ela pondera, porém, que isso não garante a definição desse grupo e defende que os institutos mostrem com mais clareza seu perfil.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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