Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

Famílias acusam Meta de usar imagens públicas no desenvolvimento do NameTag

A empresa nega a acusação e diz que o recurso de reconhecimento facial não foi lançado nem teve seu futuro definido.

Famílias acusam Meta de usar imagens públicas no desenvolvimento do NameTag
Foto: Primakov/Shutterstock

Famílias de Illinois e da Califórnia moveram uma ação contra a Meta por causa do NameTag, sistema de reconhecimento facial associado aos óculos inteligentes da empresa. Os autores afirmam que fotos públicas do Facebook e do Instagram foram usadas para extrair dados biométricos, chamados de impressões faciais.

A acusação também envolve o aplicativo de inteligência artificial utilizado com os óculos. De acordo com os documentos do processo, trechos de código indicavam funções capazes de relacionar uma assinatura biométrica à imagem de um perfil. O recurso teria sido identificado em junho, quando a Wired revelou partes do código relacionadas ao reconhecimento facial.

Patente e uso de imagens

Uma patente descreve um programa capaz de comparar assinaturas faciais com fotos de perfis. As famílias também associam o caso ao Emu, gerador de imagens de inteligência artificial da Meta. Segundo os reclamantes, o sistema teria sido treinado com uma grande quantidade de imagens e textos enviados por usuários e poderia ter sido usado na coleta de dados biométricos.

Entre os pontos questionados na ação estão a obtenção de fotos públicas nas duas redes sociais, a retirada de assinaturas biométricas e a possível ligação entre essas informações e imagens de perfis.

Andrew Bosworth, diretor de tecnologia da Meta, falou publicamente sobre planos relacionados ao NameTag e chamou o recurso de “uma ótima funcionalidade”. Poucos dias antes, ele havia classificado como “absolutamente desonesta” a reportagem que revelou o código.

O que diz a Meta

A empresa afirma que a ação não tem fundamento e distorce seu trabalho. Em declaração, um porta-voz disse: “Temos sido transparentes sobre como usamos as informações das pessoas para criar e melhorar nossos produtos de IA”.

A Meta também declarou que o NameTag não chegou aos consumidores e que ainda não há decisão definitiva sobre o futuro da tecnologia: “Nada foi disponibilizado aos consumidores e nenhuma decisão final foi tomada sobre o que fazer aqui, se é que será feito algo”.

O processo ocorre após outros acordos relacionados ao reconhecimento facial. Em 2020, a Meta encerrou uma ação coletiva sobre outro sistema mediante o pagamento de US$ 650 milhões, valor apresentado como cerca de R$ 3,31 bilhões. Em 2024, a empresa concordou em pagar US$ 1,4 bilhão, aproximadamente R$ 7,13 bilhões, para finalizar outro processo no Texas.

A nova ação questiona o uso de imagens públicas e informações biométricas. A Meta mantém que o NameTag não foi disponibilizado e que ainda não decidiu se lançará a tecnologia.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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