Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

Propostas buscam impedir que a IA militar desencadeie conflitos entre potências

Especialistas dos Estados Unidos e da China defendem supervisão humana, comunicação direta e limites para sistemas autônomos.

Propostas buscam impedir que a IA militar desencadeie conflitos entre potências
Foto: FOTOGRIN/Shutterstock

Especialistas dos Estados Unidos e da China discutem mecanismos para impedir que sistemas militares baseados em inteligência artificial transformem uma reação automática em um conflito. As propostas incluem limites para o uso autônomo da tecnologia, principalmente em situações relacionadas a armas nucleares, ataques cibernéticos e infraestruturas críticas.

Entre as medidas apresentadas estão a manutenção de seres humanos responsáveis por operações cibernéticas de grande impacto e a proibição de que a IA decida sozinha pelo emprego de armas nucleares. Os especialistas também defendem uma definição comum para “controle humano significativo”.

Comunicação em caso de incidente

Outra proposta é a criação de uma linha direta entre Estados Unidos e China. O canal serviria para que um governo comunicasse ao outro quando uma operação automatizada fosse acidental, não autorizada ou ainda estivesse sob investigação.

A preocupação é que um sistema de defesa interprete uma atividade suspeita como ameaça e reaja automaticamente. O outro país poderia entender essa resposta como um ataque e retaliar antes de esclarecer o episódio, aumentando o risco de escalada militar.

As sugestões foram apresentadas por participantes de um diálogo entre instituições americanas e chinesas e discutidas no Fórum Xiangshan, realizado em Pequim. O encontro reuniu cerca de 2 mil militares, diplomatas e acadêmicos de 100 países para tratar dos limites do uso militar da IA.

Velocidade e controle humano

Muhammad Ali, secretário de Defesa do Paquistão, afirmou que os avanços tecnológicos estão “comprimindo o cronograma estratégico”. Para os participantes, a aceleração das decisões reduz o tempo disponível para que os governos compreendam uma situação antes de reagir.

Adul Boonthumjaroen, ministro da Defesa da Tailândia, disse que a competição entre grandes potências não deveria se resumir à busca por maior poder. Jurg Lauber, vice-presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, ressaltou a necessidade de preservar o julgamento humano à medida que as armas se tornam mais autônomas.

As propostas também preveem proteções para setores como energia, finanças e saúde. China e Estados Unidos ainda divergem sobre a forma de controlar a tecnologia. Pequim inseriu a IA na estrutura do Ministério das Relações Exteriores responsável pelo controle de armas, enquanto Washington distribui o tema entre diferentes órgãos.

Nenhum dos dois governos endossou publicamente as medidas. Os dois países também demonstram preocupação com ações que possam desacelerar seu desenvolvimento tecnológico.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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