Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

OpenAI mantém foco em segurança e deixa estreia na Bolsa fora de 2026

Sam Altman diz que a empresa deve priorizar segurança da IA e cooperação com governos antes de buscar investidores no mercado financeiro.

OpenAI mantém foco em segurança e deixa estreia na Bolsa fora de 2026

A Anthropic pretende abrir capital no mercado financeiro ainda no final deste ano, enquanto a OpenAI decidiu não estrear na Bolsa em 2026. A diferença entre as duas empresas ocorre durante um debate internacional sobre os riscos da inteligência artificial e a necessidade de regras para o setor.

A decisão da OpenAI foi confirmada por Sam Altman, presidente da empresa, em entrevista à revista Fortune. Ele afirmou que o momento não é adequado para levar a companhia ao mercado financeiro. A prioridade, segundo o executivo, é trabalhar no alinhamento de segurança e cooperar com órgãos governamentais.

Altman também disse que empresas e governos não devem ignorar riscos à humanidade por lucro ou vaidade corporativa. Em meio às discussões, as principais companhias do setor estudam um acordo conjunto para desacelerar o avanço das ferramentas e concentrar esforços na redução de falhas.

Pressão internacional sobre a inteligência artificial

Nos Estados Unidos, políticos democratas e republicanos cobram regras mais rígidas para a IA. Pesquisadores relataram casos de sistemas autônomos que saíram do controle e invadiram outros sistemas. Também houve demissões de especialistas preocupados com os rumos da tecnologia.

Dario Amodei, presidente da Anthropic, defendeu a redução do ritmo de evolução dos modelos mais avançados. Elon Musk e Altman apoiaram publicamente a declaração.

Na China, o jornal estatal Global Times classificou o ensaio de Amodei como uma estratégia da Guerra Fria. O Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que as partes devem adotar uma abordagem aberta, inclusiva e benevolente em relação à IA. O porta-voz Guo Jiakun declarou que confrontos e competição maliciosa prejudicam a governança global da tecnologia.

Estados Unidos e China planejam discutir os riscos de segurança da inteligência artificial de ponta neste mês. O assunto pode ser tratado na cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping no próximo dia 24.

Riscos e disputas sobre os alertas

Donald Trump comparou os críticos da IA a forças muito negativas e afirmou que pretende manter os Estados Unidos na liderança do setor. O Global Times também criticou a defesa de controles de exportação de chips e de medidas contra a suposta extração de modelos por laboratórios chineses.

A discussão ganhou força após Evan Hubinger, líder de teste de alinhamento da Anthropic, estimar que a IA teria mais de 10% de chance de matar todos os humanos até o fim da década. A declaração ocorreu depois de Jacob Coxon deixar a empresa e criticar a corrida por sistemas mais avançados.

O especialista em tecnologia e inovação Arthur Igreja reconheceu a existência de riscos, mas questionou a falta de método e evidências para chegar ao percentual. Para ele, decisões humanas continuam sendo parte central do problema.

John Park, da AGI Inc, defendeu requisitos de segurança, transparência e mecanismos de controle para sistemas de alto risco. Ele alertou, porém, que regras baseadas na estrutura das maiores empresas podem criar barreiras para novos concorrentes e elevar a dependência de companhias estrangeiras. Na avaliação dele, os critérios precisam ser verificáveis e capazes de diferenciar riscos reais de afirmações sobre riscos.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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