O papa Leão XIV demonstrou ceticismo diante da promessa de criar mecanismos de segurança para determinados modelos de inteligência artificial (IA). A proposta foi associada ao presidente da Nvidia, Jensen Huang, que também considera exagerados os temores sobre os riscos dessas tecnologias.
Durante uma entrevista coletiva no voo de retorno a Roma, o pontífice afirmou que não basta defender medidas de proteção enquanto se rejeitam limites e regulamentações governamentais. Huang havia dito à CBS News que concordava com Donald Trump sobre os alertas relacionados à segurança da IA.
Críticas à falta de limites
Leão XIV também afirmou que os avisos sobre a possibilidade de a IA destruir o mundo não devem ser ignorados. Para ele, essas preocupações não são “fake news”. A declaração foi feita nesta segunda-feira (28), depois de uma visita de quatro dias à França.
A fala ocorreu poucos dias após Trump discursar na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e classificar como uma “farsa” os alertas sobre os perigos da inteligência artificial.
O líder da Igreja Católica criticou executivos do setor que defendem o desenvolvimento de sistemas avançados sem restrições. Com a rápida evolução das ferramentas digitais, ele cobrou normas claras e responsabilidade das empresas.
Leão XIV defendeu a cooperação entre governos e pesquisadores para ampliar estudos e diálogos sobre o tema. Segundo o pontífice, a prioridade deve ser garantir que a tecnologia não avance a ponto de ameaçar a humanidade.
Ele disse que já há pessoas envolvidas nesse objetivo, mas ressaltou que o esforço precisa continuar. Ao final, afirmou que o mundo não deve permanecer parado diante da possibilidade de problemas futuros.







