NatWest e Bank of America defendem novas regras para compras online realizadas com a ajuda de agentes de inteligência artificial. As instituições alertam que a tecnologia pode escolher produtos, fazer pedidos e concluir pagamentos antes que os padrões de segurança e os mecanismos de proteção estejam preparados para essas operações.
O alerta foi apresentado em um documento sobre o chamado comércio por agentes. O relatório afirma que os consumidores ainda não têm clareza sobre como serão protegidos quando uma transação der errado nem sobre quem deverão procurar nesses casos. “Os consumidores não sabem ao certo se a IA vai agir em seus interesses”, diz o material.
Tecnologia já é usada no comércio
OpenAI, Anthropic, Google e Meta promovem chatbots como ferramentas para compras. A ideia é transferir aos sistemas etapas que normalmente ficam sob controle direto do cliente, como pesquisar produtos, selecionar itens e concluir pedidos.
As empresas varejistas também tentam influenciar as recomendações feitas pelos agentes. Em setembro, a britânica John Lewis informou que as buscas originadas por esses sistemas correspondiam a 2,5% do tráfego da empresa, ante 0,3% um ano antes.
Pagamentos e dados pessoais
Entre os riscos descritos pelas instituições financeiras está o acesso às informações dos cartões. Um agente pode pedir esses dados e inseri-los diretamente em um site. O sistema também pode encaminhar o consumidor para uma modalidade de pagamento com proteção mais limitada.
O documento menciona ainda a possibilidade de o agente comprar o item errado, gastar acima do planejado, expor dados pessoais ou financeiros e deixar o cliente vulnerável a golpes e fraudes. Também há dúvidas sobre a responsabilidade quando a decisão automatizada causa prejuízo.
Para reduzir esses riscos, os bancos pretendem discutir propostas com autoridades e formuladores de políticas. Entre as medidas defendidas estão avisar o consumidor quando um agente de IA participar da transação, explicar melhor como os sistemas decidem e criar proteções específicas para os dados dos clientes.
As instituições também defendem que consumidores e comerciantes possam escolher quais serviços de comércio por IA usar. O documento propõe interoperabilidade entre sistemas, permitindo que tecnologias diferentes funcionem em conjunto.







