Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

Tony Ramos relata deepfake usado para vender remédio e critica IA no audiovisual

Ator afirmou que não autoriza uma versão digital de si mesmo em vida e contou ter sido incluído em uma falsa entrevista com Ana Maria Braga.

Tony Ramos relata deepfake usado para vender remédio e critica IA no audiovisual
Foto: Collagery/Shutterstock

Tony Ramos contou que teve a imagem usada sem autorização em um vídeo criado com inteligência artificial. A gravação simulava uma entrevista do ator com Ana Maria Braga para divulgar um remédio para próstata. O relato foi feito durante a participação dele no programa Roda Viva, da TV Cultura.

“Roubaram minha imagem em uma entrevista com a Ana Maria Braga”, afirmou Ramos. Segundo o ator, a fala foi dublada e apresentada como se ele estivesse fazendo a divulgação comercial do produto.

Críticas à recriação digital

Na mesma entrevista, Ramos rejeitou a possibilidade de ser reproduzido digitalmente em produções audiovisuais enquanto estiver vivo. Ele também contestou o uso da inteligência artificial como justificativa para diminuir custos ou melhorar a qualidade de uma obra.

Para o ator, a atuação depende da presença humana e não pode ser substituída por uma réplica digital. Ramos disse que não permitiria sua recriação e classificou esse tipo de uso como uma forma de enganar o público.

A discussão sobre os limites da tecnologia no trabalho de artistas também envolve debates e greves em Hollywood, conforme mencionado no programa. O tema inclui a reprodução da aparência de uma pessoa, a alteração de gravações para criar situações que não ocorreram e a associação de artistas a divulgações comerciais que eles não fizeram.

Decisão depois da morte

Apesar das críticas e da experiência com o deepfake, Tony Ramos reconheceu que a inteligência artificial já faz parte da realidade e afirmou que será necessário aprender a lidar com ela.

O ator disse ainda que deixará para os filhos e netos a decisão sobre uma eventual recriação de sua imagem depois de sua morte. “Eles que resolvam”, declarou.

Para Ramos, a tecnologia pode participar das mudanças no audiovisual, mas não substitui a presença humana diante das câmeras.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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