Tony Ramos contou que teve a imagem usada sem autorização em um vídeo criado com inteligência artificial. A gravação simulava uma entrevista do ator com Ana Maria Braga para divulgar um remédio para próstata. O relato foi feito durante a participação dele no programa Roda Viva, da TV Cultura.
“Roubaram minha imagem em uma entrevista com a Ana Maria Braga”, afirmou Ramos. Segundo o ator, a fala foi dublada e apresentada como se ele estivesse fazendo a divulgação comercial do produto.
Críticas à recriação digital
Na mesma entrevista, Ramos rejeitou a possibilidade de ser reproduzido digitalmente em produções audiovisuais enquanto estiver vivo. Ele também contestou o uso da inteligência artificial como justificativa para diminuir custos ou melhorar a qualidade de uma obra.
Para o ator, a atuação depende da presença humana e não pode ser substituída por uma réplica digital. Ramos disse que não permitiria sua recriação e classificou esse tipo de uso como uma forma de enganar o público.
A discussão sobre os limites da tecnologia no trabalho de artistas também envolve debates e greves em Hollywood, conforme mencionado no programa. O tema inclui a reprodução da aparência de uma pessoa, a alteração de gravações para criar situações que não ocorreram e a associação de artistas a divulgações comerciais que eles não fizeram.
Decisão depois da morte
Apesar das críticas e da experiência com o deepfake, Tony Ramos reconheceu que a inteligência artificial já faz parte da realidade e afirmou que será necessário aprender a lidar com ela.
O ator disse ainda que deixará para os filhos e netos a decisão sobre uma eventual recriação de sua imagem depois de sua morte. “Eles que resolvam”, declarou.
Para Ramos, a tecnologia pode participar das mudanças no audiovisual, mas não substitui a presença humana diante das câmeras.







