Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

Taiwan vira ponto central da conversa entre Xi Jinping e Donald Trump

Pequim quer interromper vendas e entregas de armas americanas à ilha e deve citar compromissos firmados em 1982.

Taiwan vira ponto central da conversa entre Xi Jinping e Donald Trump
Foto: Rawpixel/Shutterstock)

A disputa sobre Taiwan deve ocupar a agenda da visita de Xi Jinping a Washington nesta semana. O presidente chinês pretende pedir a Donald Trump que os Estados Unidos parem de vender e entregar armas à ilha, em uma cobrança baseada no terceiro comunicado conjunto firmado pelos dois países em 1982.

A China considera Taiwan parte de seu território e defende uma reunificação pacífica, embora nunca tenha renunciado ao uso da força. O governo da ilha rejeita essa reivindicação e afirma que a República Popular da China nunca governou Taiwan. A administração taiwanesa também sustenta que a ilha, oficialmente chamada República da China, funciona como um país independente.

O que diz o acordo de 1982

No comunicado, os Estados Unidos declararam que reduziriam gradualmente as vendas de armas a Taiwan e que não pretendiam manter esse fornecimento no longo prazo. Um memorando do então presidente Ronald Reagan, porém, vinculou essa posição ao compromisso contínuo de Pequim com uma solução pacífica para as diferenças envolvendo a ilha.

As chamadas “Seis Garantias”, formuladas no mesmo ano e desclassificadas em 2020, acrescentam que Washington não estabeleceu uma data para encerrar as vendas de armas nem aceitou consultar previamente a China sobre esses negócios.

Pacotes de armas e posição americana

Dois pacotes estão no centro da pressão política. O governo Trump aprovou em dezembro um acordo de US$ 11 bilhões (cerca de R$ 56 bilhões), considerado o maior já autorizado para Taiwan. Outro, de US$ 14 bilhões (cerca de R$ 71,3 bilhões), está suspenso há meses. Trump chamou a retenção desse segundo pacote de “boa moeda de negociação”.

Pequim também quer que Washington interrompa as entregas de equipamentos já comprados por Taiwan. Os Estados Unidos, por sua vez, mantêm apoio à capacidade de defesa da ilha.

Histórico da separação

A divisão política remonta à guerra civil chinesa. Em 1949, depois da vitória dos comunistas liderados por Mao Zedong, o governo derrotado da República da China se transferiu para Taiwan, que passou a ser administrada separadamente do território continental.

Os Estados Unidos romperam relações diplomáticas oficiais com Taipei em 1979, mas continuam obrigados pelo Taiwan Relations Act a fornecer meios de defesa à ilha. Washington mantém a política de “Uma China” e não adota oficialmente uma posição sobre a soberania de Taiwan.

A tensão aumentou com as atividades militares chinesas ao redor da ilha. Pequim realizou grandes exercícios em 2022, após a visita de Nancy Pelosi a Taipei, e promoveu novas manobras desde então. No Congresso americano, o senador Pete Ricketts defende a manutenção do apoio a Taiwan e afirma que os Estados Unidos precisam deixar claro que não permitirão uma tomada da ilha pela força.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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