SÃO PAULO — A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a realização, após as 23h, de voos previamente agendados no aeroporto de Congonhas em situações de contingência sistêmica. A medida se aplica à conclusão parcial ou completa de viagens afetadas por eventos climáticos e problemas operacionais significativos.
Em dias de normalidade, permanece o horário de funcionamento entre 6h e 23h. A decisão foi tomada pela diretoria da Anac após pedido da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), aberto em maio, e considera uma interpretação de resolução de 2008.
Critérios para a operação
A Abear prepara uma carta de acordo operacional com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), a concessionária Aena e as empresas Azul, Gol e Latam. O documento deverá indicar critérios objetivos para os voos fora do horário regular nos casos previstos.
A deliberação teve manifestação de votos entre 1º e 4 de setembro, com a inclusão do tema como extrapauta. A relatoria foi de Cláudio Beschizza Ianelli. Ele foi acompanhado pelo diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein, e pelos demais integrantes do colegiado.
A área técnica da Superintendência de Infraestrutura Aeroportuária afirmou que o entendimento busca responder a eventos excepcionais devidamente caracterizados. A ausência de uma resposta adequada, segundo a área, pode provocar uma sequência de impactos operacionais, como arremetidas, alternâncias e retornos ao portão.
Casos citados e reação
Foram mencionados dois eventos que afetaram mais de 120 mil passageiros. Um deles foi a evacuação ocorrida em abril deste ano após suspeita de vazamento de gás em uma área de controle do tráfego aéreo. O outro foi um temporal com ventos de quase 100 km/h em dezembro de 2025.
Dados da Aena apontam duas ampliações do funcionamento em 2026 até junho e outras cinco em 2025. Associações de moradores se posicionaram contra a mudança e demonstraram preocupação com a possibilidade de aumento na frequência das exceções.








