Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Ciência

Estudo sobre conduta ética de pessoas ricas recebe Ig Nobel de Economia

Pesquisa da Universidade da Califórnia em Berkeley reuniu sete experimentos sobre comportamento ético e diferenças entre classes sociais.

Estudo sobre conduta ética de pessoas ricas recebe Ig Nobel de Economia
Foto: MarsBars/Getty Images

Um estudo sobre a relação entre classe social e conduta ética recebeu o Ig Nobel de Economia de 2026. A pesquisa foi realizada em 2012 por cinco pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, e avaliou o comportamento de pessoas de diferentes classes sociais em situações específicas.

Publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, o trabalho reuniu sete experimentos. Em um deles, os participantes foram colocados diante de um jarro com doces que seriam entregues posteriormente a crianças. Embora tivessem sido convidados a pegar um ou dois doces, os participantes de renda mais alta pegaram o dobro em comparação com pessoas de outras faixas sociais.

Os pesquisadores também analisaram situações no trânsito. Pessoas mais abastadas apresentaram quatro vezes mais chance de cortar outros motoristas. Elas também tiveram três vezes mais chance de passar na frente de um pedestre que aguardava para atravessar a rua.

Em outro teste, os participantes assumiram a posição de empregadores. Nesse cenário, pessoas de classes mais altas foram mais propensas a omitir informações sensíveis de seus funcionários.

Pesquisadores premiados

O estudo foi desenvolvido por Paul Piff, Daniel Stancato, Stéphane Côté, Rodolfo Mendoza-Denton e Dacher Keltner. Eles receberam o prêmio por reunir evidências de que pessoas de classes mais altas são mais propensas a pegar doces reservados para crianças e a se envolver em outros comportamentos antiéticos.

O Ig Nobel é uma premiação dedicada a pesquisas consideradas engraçadas e inusitadas, com a proposta de fazer o público rir e depois pensar. A cerimônia ocorreu no último dia 3. Entre os premiados também esteve um grupo de brasileiros que pisou 40 mil vezes em jararacas para investigar o que leva uma serpente a picar um ser humano.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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