Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Diagnóstico precoce pode apoiar desenvolvimento de crianças com baixa visão

Oftalmologista Maria de Fátima Neri explica sinais de alerta e cuidados necessários para avaliar a visão na infância.

Diagnóstico precoce pode apoiar desenvolvimento de crianças com baixa visão

Identificar cedo a baixa visão na infância pode ampliar as possibilidades de desenvolvimento da criança. O alerta foi feito pela oftalmologista Maria de Fátima Neri durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), realizado em Salvador e com encerramento previsto para este sábado (12).

A especialista explicou que a baixa visão não corresponde apenas à redução da acuidade visual. A condição pode afetar a percepção do ambiente, a aprendizagem, a comunicação, a autonomia, a participação social e o desenvolvimento motor. Também pode interferir no processo escolar e em outras etapas do desenvolvimento infantil.

“A baixa visão pode comprometer a percepção visual, a exploração do ambiente, o desenvolvimento motor, a aprendizagem, a comunicação, a autonomia e a participação dessa criança no mundo”, disse Maria de Fátima. Segundo ela, é necessário avaliar como a criança utiliza o resíduo visual e iniciar a intervenção o quanto antes.

Causas e avaliação

Entre as causas citadas pela oftalmologista estão retinopatias provocadas por infecções por sífilis, toxoplasmose e citomegalovírus; catarata congênita; glaucoma congênito; anomalias do nervo óptico; distrofias hereditárias da retina; alta miopia; doenças neurológicas; e deficiência visual cortical ou cerebral.

Além de medir a acuidade visual, a avaliação deve considerar as funções visuais e as atividades do dia a dia. A família pode observar se a criança reconhece rostos, localiza objetos, brinca com autonomia e reage de maneira diferente conforme a iluminação. Também deve identificar o que ela deixou de fazer por causa da baixa visão.

Entre os sinais de alerta estão não acompanhar objetos, não fixar os olhos ou manter pouca fixação, aproximar demais os objetos do rosto, esbarrar ou tropeçar com frequência e ter dificuldade em locais pouco iluminados. Fotofobia, busca intensa por luz, dificuldade para reconhecer pessoas e objetos e atraso no desenvolvimento sem causa definida também exigem atenção.

O trabalho de habilitação pode envolver estimulação visual funcional, recursos ópticos e não ópticos, tecnologia assistiva, orientação e mobilidade, terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, pedagogia e orientação familiar. “O desenvolvimento visual está relacionado ao visual, mas também ao motor, ao cognitivo, à linguagem e à interação”, avaliou Maria de Fátima.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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