Piracicaba, Quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Brasil

Parentificação: quando a criança assume responsabilidades de adulto

Excesso de tarefas e cobranças na infância pode afetar limites, autonomia e relações na vida adulta.

Parentificação: quando a criança assume responsabilidades de adulto
Foto: depositphotos.com/Serg+/Perfil Brasil

A infância é uma etapa importante para o desenvolvimento e a formação da identidade. Embora tarefas cotidianas possam contribuir para a autonomia e a resiliência, a cobrança excessiva pode levar a criança a assumir funções incompatíveis com sua idade. Esse processo é chamado de parentificação e pode deixar efeitos duradouros no desenvolvimento emocional e psicológico.

Esther Wojcicki e Jonathan Williams destacam a importância de equilibrar responsabilidades e liberdade para explorar. O problema aparece quando a criança passa a carregar obrigações além de suas capacidades, ocupando um papel que deveria ser desempenhado por um adulto.

Como a parentificação acontece

De acordo com especialistas da Open Minds, há dois tipos principais de parentificação. A instrumental envolve tarefas práticas, como cuidar de irmãos. Já a emocional ocorre quando a criança se transforma em suporte emocional para os pais.

Ao assumir essas funções precocemente, a criança pode ter dificuldade para reconhecer as próprias necessidades emocionais e construir uma identidade sólida. Na vida adulta, isso pode aparecer como dificuldade para estabelecer limites em relações pessoais e profissionais, além de uma tendência a agradar excessivamente.

Possíveis efeitos na vida adulta

A falta de limites pode estar relacionada ao fato de a pessoa não ter aprendido, durante a infância, a definir até onde consegue ir em uma relação. Esse padrão também pode manter comportamentos antigos e afetar a saúde emocional.

Outro possível efeito é evitar pedir ajuda. Quando a criança aprende que precisa cuidar do bem-estar da família, pode passar a acreditar que ser autossuficiente é uma exigência constante e que buscar apoio representa fraqueza.

O medo de abandono também pode surgir. Ele está ligado à ideia de que as próprias contribuições são indispensáveis para manter os relacionamentos e pode se associar a um estilo de apego inseguro, desenvolvido quando as necessidades dos outros são colocadas à frente das próprias.

A necessidade de controlar situações é outro comportamento possível. Para quem cresceu tentando preservar a harmonia familiar, controlar tudo pode parecer uma forma de encontrar segurança. Esse padrão pode alimentar um ciclo de estresse e ansiedade.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5