O Brasil manteve em 2025 o desempenho registrado desde 2015 no Pisa, avaliação internacional aplicada a estudantes de 15 anos em 91 países e economias. Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Nas áreas comparáveis com edições anteriores — matemática, leitura e ciências —, as notas brasileiras ficaram estatisticamente estáveis em relação a 2022. As variações estão dentro da margem considerada pela OCDE e não indicam mudança significativa no desempenho.
A comparação entre posições no ranking exige cautela porque o número de participantes aumentou de 81, em 2022, para 91 em 2025. A entrada de novos países e economias pode alterar a colocação sem representar, por si só, uma piora nas notas.
Resultados por área
Matemática foi o pior resultado brasileiro. Com 377 pontos, o país ficou em 71º lugar entre 89 países com dados nessa área, empatado com o Líbano. Na América Latina, o Brasil ficou atrás de Uruguai, Chile, México, Costa Rica, Peru e Colômbia. Argentina, Equador, El Salvador, República Dominicana, Paraguai e Guatemala tiveram notas menores.
Em leitura, o Brasil marcou 408 pontos e ficou em 52º entre 89 países, empatado com México e Albânia. Em ciências, área principal desta edição, foram 409 pontos e o 67º lugar entre 90 países, em empate com o Azerbaijão e à frente de Jordânia e Peru.
Na comparação com 2022, o Brasil aparece oito posições abaixo em matemática, uma em leitura e seis em ciências. A OCDE ressalta, porém, que a mudança na colocação não significa piora do desempenho, já que as notas permaneceram estatisticamente estáveis e a edição de 2025 teve mais participantes.
Ao todo, 43,8% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível mínimo de proficiência nas três disciplinas tradicionais, contra 19,7% na média da OCDE. Apenas 1,8% tiveram alto desempenho em pelo menos uma dessas áreas, enquanto a média da organização foi de 11,9%.
Pela primeira vez, o Pisa também avaliou a resolução de problemas com ferramentas computacionais. O Brasil obteve 406 pontos, abaixo dos 500 pontos da média da OCDE. A avaliação considera o uso de recursos como modelagem e programação.
Singapura liderou com 535 pontos. O conjunto de regiões chinesas de Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang marcou 527; Taiwan, 508; Japão, 503; e Macau e Coreia do Sul, 501 pontos. B-S-J-Z (China) e Singapura tiveram os melhores desempenhos gerais nas três áreas tradicionais.







