Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Ciência

NASA coloca nova antena em operação para ampliar comunicações no espaço

A DSS-23 começou a rastrear missões no complexo Goldstone e integra um projeto de expansão da rede de comunicação da NASA.

NASA coloca nova antena em operação para ampliar comunicações no espaço

A NASA colocou em operação uma antena de radiofrequência de 34 metros no complexo Goldstone, próximo a Barstow. Identificada como Deep Space Station 23 (DSS-23), a estrutura começou a funcionar em 3 de agosto e foi usada inicialmente no rastreamento do Observatório de Raios-X Chandra.

A nova antena amplia a capacidade da Deep Space Network (DSN), rede responsável pelas comunicações de longa distância da agência. Mais de 40 espaçonaves em missões pelo Sistema Solar e pelo espaço interestelar dependem do sistema, que também atende ao programa Artemis.

Pressão sobre a rede de comunicação

As missões Artemis 1, em 2022, e Artemis 2, em 2026, receberam prioridade durante as viagens ao redor da Lua. Com isso, a capacidade disponível para outras missões foi reduzida, especialmente para espaçonaves robóticas. A rede também passou a ser usada com mais frequência por outras agências espaciais conforme a exploração avançou.

A DSN atende missões tripuladas e robóticas. Seus três complexos ficam em Goldstone, na Califórnia, em Madri, na Espanha, e em Canberra, na Austrália. Cada unidade tem uma antena de 70 metros e estruturas menores. A DSS-23 tem aproximadamente metade do tamanho das maiores antenas e foi instalada junto às demais estruturas de Goldstone.

A rede participou da transmissão das comunicações da caminhada de Neil Armstrong na Lua, em 20 de julho de 1969, durante a Apollo 11. A partir da década de 1990, também transmitiu imagens produzidas por veículos exploradores em Marte. Na década de 2010, recebeu dados que indicaram a entrada das sondas Voyager 1 e Voyager 2 no espaço interestelar.

Próximas etapas da expansão

A ampliação da DSN já era apontada antes do aumento mais recente da demanda. Em 2021, Brad Arnold, gerente da rede no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, disse que a agência não conseguia instalar antenas no ritmo necessário.

A DSS-23 é a quinta de seis antenas de 34 metros previstas no Aperture Enhancement Project, criado em 2009. A sexta, chamada DSS-33, será instalada em Canberra. A NASA espera colocá-la em operação em 2029, quando a expansão deverá ser concluída.

A agência também planeja uma base permanente na Lua, próxima ao polo sul lunar, a partir da década de 2030. Na terceira fase, está prevista uma rede lunar coordenada para conectar os elementos da base.

Os custos do projeto subiram de US$ 362,4 milhões, estimados em 2015 pelo Escritório do Inspetor-Geral da NASA, para US$ 706 milhões no início do ano fiscal de 2023. Nesse período, a iniciativa estava quase cinco anos atrasada.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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