Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Brasil

Acesso à Casa de Passagem em Florianópolis será feito pelo Centro POP

Novo serviço terá triagem municipal, atendimento contínuo e até 30 vagas para famílias imigrantes com filhos menores de 18 anos.

Acesso à Casa de Passagem em Florianópolis será feito pelo Centro POP

Famílias de imigrantes em situação de rua não poderão buscar diretamente uma vaga na Casa de Passagem que será criada em Florianópolis. O acesso dependerá de atendimento no Centro POP, seguido de avaliação da Central de Acolhimento Municipal, responsável pelo registro e pelo encaminhamento às vagas disponíveis.

O serviço será destinado a famílias com filhos menores de 18 anos e funcionará na Rua Desembargador Gil Costa, número 755, no bairro Capoeiras. A estrutura terá até 30 vagas simultâneas e permanecerá aberta 24 horas, inclusive nos finais de semana e feriados.

Atendimento previsto

A Casa de Passagem oferecerá quatro refeições diárias: café da manhã, almoço, lanche e jantar. Também haverá espaço para higiene pessoal e lavanderia de roupas de uso próprio, com os insumos fornecidos pela entidade responsável pelo atendimento.

A equipe mínima prevista inclui coordenação, assistentes sociais, psicólogos e educadores sociais. O serviço ainda deverá orientar os acolhidos sobre regularização migratória, com apoio jurídico, e articular acesso a iniciativas de qualificação profissional e preparação para o mercado de trabalho.

A proposta é apoiar a autonomia financeira das famílias e permitir um desligamento planejado e seguro. O atendimento será enquadrado como serviço de Proteção Social Especial de Alta Complexidade do Sistema Único de Assistência Social.

Triagem e implantação

O fluxo começará no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua. Depois de identificar as famílias em situação de risco, os profissionais farão o encaminhamento à Central de Acolhimento Municipal. A central realizará a triagem, o registro no prontuário e a destinação às vagas em Capoeiras.

A Associação Scalabrini a Serviço dos Migrantes, organização sem fins lucrativos, firmou o acordo para administrar a unidade. O contrato tem vigência de um ano e prevê repasse de R$ 1,8 milhão. As informações estão no Diário Oficial de sexta-feira (4).

Antes da assinatura formal do convênio, equipes técnicas da prefeitura deverão vistoriar o imóvel. Serão avaliadas condições de acessibilidade, segurança, higiene e salubridade. A associação também precisará apresentar o plano de trabalho.

O documento não informa quando as atividades começarão. A nova estrutura substituirá o modelo baseado em diárias de hospedagens temporárias em hotéis conveniados.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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