Sementes, bulbos e outras estruturas vegetais preservadas sob a areia começaram a despertar no Deserto do Atacama, no norte do Chile, após as chuvas do inverno. A floração pode alcançar uma área de até 17 mil km², de acordo com a projeção de autoridades chilenas para a temporada do chamado Deserto Florido.
A Corporación Nacional Forestal (Conaf) informa que o fenômeno costuma aparecer quando o volume de chuva chega a partir de 15 milímetros. A umidade ativa espécies adaptadas ao clima extremo, que germinam em pouco tempo e aproveitam o período favorável para crescer, florescer e liberar novas sementes no solo.
Plantas e animais
A Conaf registra mais de 200 espécies de plantas anuais e geófitas no Deserto Florido. As geófitas têm estruturas subterrâneas que permitem a sobrevivência durante as fases mais severas de seca.
A mudança também altera temporariamente as condições para a fauna. Flores e brotos passam a oferecer alimento e abrigo para insetos e outros animais. Por algumas semanas, a atividade sobre a área árida aumenta depois de meses de pouca movimentação.
Período de maior floração
A previsão do governo regional de Atacama é que o fenômeno comece a atingir seu auge a partir de setembro. A maior quantidade e variedade de flores deve aparecer em meados de outubro.
A faixa com potencial para a floração se estende aproximadamente de Caldera até Freirina. Entre os locais indicados para observar o fenômeno estão o Parque Nacional Desierto Florido, o Parque Nacional Llanos de Challe e áreas próximas de Huasco e Freirina, na Região de Atacama.







