Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Homem é condenado em SC por matar companheira e simular suicídio

Crime ocorreu em Jupiá e foi presenciado pelo filho do casal, que tinha cinco anos na época; réu também foi condenado por fraude processual.

Homem é condenado em SC por matar companheira e simular suicídio

Um homem foi condenado a 33 anos, quatro meses e quatro dias de prisão em regime fechado pelo assassinato da companheira em Jupiá, no Oeste de Santa Catarina. Ele também recebeu pena de nove meses e 14 dias de detenção por fraude processual. O crime ocorreu em 14 de dezembro de 2023 e foi visto pelo filho do casal, então com cinco anos.

O julgamento foi realizado no Fórum da Comarca de São Lourenço do Oeste, responsável pelos processos de Jupiá. A sessão começou na quinta-feira (17) e terminou no início da tarde desta sexta-feira (18), quando a sentença foi lida por volta das 13h30.

Os jurados reconheceram quatro qualificadoras do homicídio: motivo torpe, asfixia, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Também foi aplicada uma causa de aumento de pena pela presença de um descendente da vítima menor de 14 anos durante o crime.

A sentença determinou ainda o pagamento de R$ 100 mil por danos morais aos dois filhos da vítima, que são os herdeiros. Na época, as crianças tinham dois e cinco anos. Atualmente, elas vivem com a avó, e o homem perdeu a guarda dos filhos.

Como ocorreu o crime

Conforme consta no processo, a mulher foi asfixiada com uma corda dentro da casa onde morava com o acusado, na Rodovia Leopoldo Scheffer, na zona rural de Jupiá. Depois, o corpo teria sido colocado no box do banheiro para criar a aparência de um suicídio por enforcamento.

O homem também teria limpado o piso da residência. Quando os peritos chegaram, o chão ainda estava molhado. As câmeras de monitoramento do imóvel haviam sido desligadas antes do assassinato.

Na noite do crime, a vítima havia participado de uma confraternização no trabalho. Segundo os autos, ela tinha encerrado um relacionamento de aproximadamente sete anos com o acusado na semana anterior. O casal tinha dois filhos, e ele continuava na residência enquanto buscava outro lugar para morar.

Julgamento

No primeiro dia, foram ouvidas 10 testemunhas presencialmente e exibido, em vídeo, um depoimento especial. O réu foi interrogado por aproximadamente uma hora e meia e respondeu apenas às perguntas da defesa e dos jurados.

A sessão terminou às 20h e foi retomada às 8h de sexta-feira. Depois das manifestações da defesa, da acusação e dos defensores públicos, a sentença foi apresentada. A morte havia sido inicialmente tratada como suicídio. Após cerca de dois anos de investigação, o processo passou a apontar homicídio qualificado por feminicídio e fraude processual. O caso tramita em segredo de Justiça.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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