Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Júri define penas para três condenados por homicídio em São José

Condenações pelo assassinato de adolescente somam mais de 60 anos; penas incluem ocultação de cadáver e organização criminosa.

Júri define penas para três condenados por homicídio em São José

As condenações de três homens pelo assassinato de um adolescente de 16 anos resultaram em penas que, somadas, ultrapassam 60 anos de reclusão. O julgamento terminou na última quarta-feira (16), conforme o Ministério Público de Santa Catarina. Todos deverão cumprir as sentenças inicialmente em regime fechado.

O Ministério Público informou que um quarto homem, apontado como envolvido no conflito que teria motivado o crime, não foi julgado neste Júri. Ele também é réu pelo homicídio.

Como ocorreu o crime

Conforme a denúncia, o adolescente foi morto em 16 de outubro de 2024, em uma ação planejada e realizada em conjunto pelos réus. Antes do assassinato, ele teria sido rendido, amarrado pelas mãos e pelos pés, vendado e amordaçado.

A acusação relaciona o crime a um desentendimento sobre o pagamento incompleto de produtos consumidos pelo homem em um estabelecimento comercial pertencente à mãe da vítima. Segundo o Ministério Público, o conflito foi interpretado como uma “afronta” às regras do grupo criminoso.

Após a morte, o cadáver foi ocultado para dificultar a investigação. O corpo foi localizado em 22 de outubro de 2024, no rio Imaruí, no bairro Sertão do Maruim, em São José, na Grande Florianópolis.

Penas aplicadas

O homem apontado como líder e mandante recebeu pena de 21 anos, 6 meses e 24 dias de reclusão, além de 30 dias-multa.

Um dos executores foi condenado a 19 anos, 10 meses e 24 dias de reclusão e 25 dias-multa. O terceiro condenado recebeu 19 anos de reclusão e mais 25 dias-multa.

As condenações abrangem homicídio qualificado por motivos torpe e fútil e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver e participação em organização criminosa. De acordo com a denúncia, o grupo atuava no tráfico de drogas, no comércio ilegal de armas, em crimes patrimoniais e em outras infrações, usando armas para controlar territórios, proteger atividades ilícitas, eliminar rivais e impor disciplina entre os integrantes.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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