SÃO JOSÉ — As condenações de três homens pelo assassinato de um adolescente de 16 anos resultaram em penas que, somadas, ultrapassam 60 anos de reclusão. O julgamento terminou na última quarta-feira (16), conforme o Ministério Público de Santa Catarina. Todos deverão cumprir as sentenças inicialmente em regime fechado.
O Ministério Público informou que um quarto homem, apontado como envolvido no conflito que teria motivado o crime, não foi julgado neste Júri. Ele também é réu pelo homicídio.
Como ocorreu o crime
Conforme a denúncia, o adolescente foi morto em 16 de outubro de 2024, em uma ação planejada e realizada em conjunto pelos réus. Antes do assassinato, ele teria sido rendido, amarrado pelas mãos e pelos pés, vendado e amordaçado.
A acusação relaciona o crime a um desentendimento sobre o pagamento incompleto de produtos consumidos pelo homem em um estabelecimento comercial pertencente à mãe da vítima. Segundo o Ministério Público, o conflito foi interpretado como uma “afronta” às regras do grupo criminoso.
Após a morte, o cadáver foi ocultado para dificultar a investigação. O corpo foi localizado em 22 de outubro de 2024, no rio Imaruí, no bairro Sertão do Maruim, em São José, na Grande Florianópolis.
Penas aplicadas
O homem apontado como líder e mandante recebeu pena de 21 anos, 6 meses e 24 dias de reclusão, além de 30 dias-multa.
Um dos executores foi condenado a 19 anos, 10 meses e 24 dias de reclusão e 25 dias-multa. O terceiro condenado recebeu 19 anos de reclusão e mais 25 dias-multa.
As condenações abrangem homicídio qualificado por motivos torpe e fútil e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver e participação em organização criminosa. De acordo com a denúncia, o grupo atuava no tráfico de drogas, no comércio ilegal de armas, em crimes patrimoniais e em outras infrações, usando armas para controlar territórios, proteger atividades ilícitas, eliminar rivais e impor disciplina entre os integrantes.







