Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Brasil

Fraude escolhe identidade após buscar rostos semelhantes, diz Serasa

Estratégia usa comparação facial para selecionar identidades com maior chance de aprovação em validações biométricas.

Fraude escolhe identidade após buscar rostos semelhantes, diz Serasa

A Serasa Experian identificou uma fraude de identidade em que criminosos procuram pessoas fisicamente parecidas com eles antes de tentar concluir cadastros ou abrir contas. A estratégia foi descrita como golpe do sósia pela equipe de inteligência analítica da empresa no Mapa da Fraude do primeiro semestre de 2026.

A diferença em relação a uma fraude baseada em dados de uma vítima escolhida previamente está no ponto de partida. Nesse caso, o fraudador usa o próprio rosto como referência, busca identidades semelhantes e seleciona aquela que parece ter maior probabilidade de ser aprovada por um sistema de validação biométrica.

Como a estratégia funciona

De acordo com a Serasa Experian, ferramentas de comparação facial podem confrontar o rosto do criminoso com imagens reunidas em diferentes bases, inclusive materiais obtidos ilegalmente. A tecnologia localiza identidades legítimas com alto grau de semelhança física, que depois podem ser usadas em tentativas de fraude.

Leandro Bartolassi, diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, afirmou que a prática mostra que recursos criados para reforçar a segurança também podem ser explorados por criminosos. A empresa, por isso, recomenda que o reconhecimento facial não seja adotado isoladamente.

Entre as medidas indicadas estão a conferência de documentos e dados cadastrais, a prova de vida, a análise do aparelho usado, a identificação de padrões de comportamento e a avaliação de sinais adicionais de risco. A orientação é combinar essas etapas para que uma imagem ou informação não seja suficiente para concluir um cadastro.

Tentativas bloqueadas

No primeiro semestre de 2026, as soluções antifraude da Serasa Experian identificaram e barraram 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade. O resultado foi 32,9% maior que o registrado no mesmo período de 2025. Segundo a empresa, o volume correspondeu a uma ocorrência de alto risco detectada a cada 5,5 segundos.

As tentativas impedidas estavam relacionadas a um prejuízo estimado em R$ 3,77 bilhões, valor que teria sido evitado no período.

Para reduzir a exposição, a Serasa orienta consumidores a não publicar documentos ou selfies com documentos em redes sociais e aplicativos de mensagem. Também recomenda usar apenas canais oficiais, proteger celular e aplicativos com senhas fortes e autenticação em dois fatores, desconfiar de pedidos inesperados de reconhecimento facial e não permitir que desconhecidos fotografem rostos ou documentos.

A empresa aconselha ainda manter sistemas atualizados, monitorar regularmente o CPF e procurar canais oficiais ao identificar movimentações desconhecidas.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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