SÃO JOAQUIM — Produtores de maçã da Serra catarinense usam máquinas de vento para reduzir os riscos provocados pelas geadas tardias, registradas na região em setembro. O cuidado é adotado principalmente durante a reprodução das macieiras, período próximo do início da primavera em que as plantas ficam mais vulneráveis ao frio.
A geada pode formar cristais de gelo sobre a vegetação e danificar flores e folhas. Com isso, a floração e a brotação das macieiras ficam ameaçadas. Para tentar evitar o fenômeno nas madrugadas de baixa temperatura, grandes ventiladores são instalados nos pomares e ligados nos dias mais frios.
Como o sistema atua
O funcionamento dos equipamentos provoca a circulação do ar dentro do pomar. A movimentação mistura o ar frio ao ar quente e eleva a temperatura, reduzindo as condições para que os cristais de gelo se formem sobre as plantas.
A tecnologia foi importada dos Estados Unidos e já é usada no exterior. Como as máquinas têm custo operacional, os produtores também podem recorrer a outros métodos ativos de prevenção, entre eles o uso de fontes de calor. A combinação dos ventiladores com aquecedores é considerada um dos métodos mais eficazes.
Condições para a formação da geada
O fenômeno ocorre quando a temperatura fica próxima ou abaixo de 0℃, em condições atmosféricas específicas. Entre elas estão o céu com poucas nuvens e a ausência de vento forte. Nesse cenário, o orvalho acumulado nas superfícies congela e forma cristais, principalmente durante as madrugadas e as manhãs.
Na Serra catarinense, área mais alta do Estado, as geadas são mais comuns no outono e no inverno, entre maio e setembro. Ainda assim, já houve registros pontuais do fenômeno durante o verão.







